A face nazista da ditadura brasileira

 

Por Frei Betto, no sítio da Adital:


A notícia é estarrecedora: militantes políticos envolvidos no combate à ditadura militar tiveram seus corpos incinerados no forno de uma usina de cana de açúcar em Campos dos Goytacazes, no norte do estado do Rio de Janeiro, entre 1970 e 1980.O regime militar, que governou o Brasil entre 1964 e 1985, merece, agora, ser comparado ao nazismo.

A revelação é do ex-delegado do DOPS (polícia política) do Espírito Santo, Cláudio Guerra, hoje com 71 anos.

Segundo seu depoimento aos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, no livro "Memórias de uma guerra suja” (Topbooks), no forno da usina Cambahyba - de propriedade de Heli Ribeiro Gomes, ex-vice-governador do Rio de Janeiro entre 1967 e 1971, já falecido -, foram incinerados Davi Capistrano, o casal Ana Rosa Kucinski Silva e Wilson Silva, João Batista Rita, Joaquim Pires Cerveira, João Massena Melo, José Roman, Luiz Ignácio Maranhão Filho, Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira.

Os militantes teriam sido retirados de órgãos de repressão de São Paulo – DEOPS e DOI-CODI – e do centro clandestino de tortura e assassinato conhecido como Casa da Morte, em Petrópolis.

Cláudio Guerra acrescenta às suas denúncias que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra, um dos mais notórios torturadores de São Paulo, teria participado, em 1981, do atentado no Riocentro, na capital carioca, na véspera do feriado de 1º. de Maio.

Se a bomba levada pelos oficiais do Exército não tivesse estourado no colo do sargento Guilherme Pereira do Rosário, ceifando-lhe a vida, centenas de pessoas que assistiam a um show de música popular teriam sido mortas ou feridas.

O objetivo da repressão era culpar os "terroristas” pelo hediondo crime e, assim, justificar a ação perversa da ditadura.

Guerra aponta ainda os agentes que teriam participado, em 1979, da Chacina da Lapa, na capital paulista, quando três dirigentes do PCdoB foram executados. Acrescenta que a "comunidade de informação”, como eram conhecidos os serviços secretos da ditadura, espalhou panfletos da candidatura Lula à Presidência da República no local em que ficou retido o empresário Abílio Diniz, vítima de um sequestro em 1989, em São Paulo, de modo a tentar envolver o PT.

Uma das revelações mais bombásticas de Cláudio Guerra é sobre o delegado Sérgio Paranhos Fleury, o mais impiedoso torturador e assassino da regime militar, morto em 1979 por afogamento. Tido até agora como um acidente, segundo o ex-delegado, teria sido "queima de arquivo”, crime praticado pelo CENIMAR, o serviço secreto da Marinha.

Guerra assume ter assassinado o militante Nestor Veras, em 1975, alegando que apenas deu "o tiro de misericórdia” porque ele havia sido "muito torturado e estava moribundo”.

Das notícias da repressão há sempre que desconfiar. Guerra fala a verdade ou mente? Tudo indica que o ex-delegado, agora travestido de pastor adventista, não se limitou, na prática de crimes, à repressão política. Em 1982, a Justiça o condenou a 42 anos de prisão pela morte de um bicheiro, dos quais cumpriu 10 anos. Em seguida mereceu 18 anos de condenação por assassinar sua mulher, Rosa Maria Cleto, com 19 tiros, e a cunhada, no lixão de Cariacica, em 1980.

Ele alega inocência nos três casos, embora admita que matou o tenente Odilon Carlos de Souza, a quem acusa de ter liquidado sua mulher Rosa.

Espera-se que a presidente Dilma anuncie, o quanto antes, os nomes dos sete integrantes da Comissão da Verdade, que deverá apurar crimes e criminosos da ditadura. E investigar as denúncias do policial capixaba. Infelizmente a comissão ainda não será da Verdade e da Justiça.

O Brasil é o único país da América Latina que se recusa a punir aqueles que cometeram crimes em nome do Estado, entre 1964 e 1985. O pretexto é a esdrúxula Lei da Anistia, consagrada pelo STF, que pretende tornar inimputáveis algozes do regime militar.

Ora, como anistiar quem nunca foi julgado e punido? Nós, as vítimas, sofremos prisões, torturas, exílios, banimentos, assassinatos e desaparecimentos. E os que provocaram tudo isso merecem o prêmio de uma lei injusta e permanecer imunes e impunes como se nada houvessem feito?

O nazismo foi derrotado há quase 70 anos, e ainda hoje novas revelações vêm à tona. Enganam-se os que julgam que a Lei da Anistia, o silêncio das Forças Armadas e a leniência dos três poderes da República haverão de transformar a anistia em amnésia. Como afirmou Walter Benjamin, a memória das vítimas jamais se apaga.

Fonte: Patria Latina

Maurizio Musolino: O que está acontecendo na Síria

 

 Não é fácil contar o que está acontecendo na Síria, mesmo tendo estado lá pessoalmente, como ocorreu comigo há alguns dias. Assim como é difícil prognosticar o que ocorrerá nas próximas semanas, mais ainda é responder à pergunta mais frequente no momento: como terminará? 




Uma coisa, porém, é fácil dizer, mais uma vez – como no Iraque, primeiramente, e depois na Líbia, há poucos meses – estamos assistindo, aliás sofrendo, uma verdadeira operação de desinformação e manipulação midiática. Mais uma vez a mídia se torna um instrumento de guerra, a serviço dos estados maiores que através dela justificam bombardeios e ocupações junto à opinião pública.

Chegando a Damasco, via Amã, na Jordânia (a outra alternativa é o Cairo), visto que os aeroportos europeus fecharam as suas escalas aos voos diretos à Síria, somos subitamente atingidos por uma atmosfera abafada. O vozerio caótico que sempre caracteriza as estradas, praças e mercados de Damasco parece ter desaparecido, dando lugar a um clima nervoso e preocupado.

Mas não há nenhum sinal de tanques armados, unidades de guerra e toques de recolher. Nenhum traço do exército em Damasco. No entanto, eu tinha partido de Roma levando na cabeça horas e horas de noticiários sobre bombardeios e militarização do território. Na realidade, ao menos Damasco é bem diferente. Encontro uma cidade certamente preocupada, mas com muita vontade de viver e de reagir. Uma cidade cheia de desejo de normalidade. 

O primeiro pensamento é o de estar enganado, seguramente os boletins de guerra que na Itália falavam de bombardeios, explosões e ações militares não se referiam a Damasco. Se fosse necessário, eu teria a confirmação disso ao retornar à Itália quando vi o programa “Rainews” mostrando um noticiário sobre Damasco “debaixo de bombas”. Claro que a situação atual não é de normalidade. O medo prevalece, as cidades estão privadas do turismo e algumas regiões são dificilmente controladas pelo exército regular, tanto que para viajar de Latakia a Damasco fui obrigado a ir de avião em vez de percorrer os cerca de 250 quilômetros que separam as duas cidades, mas era “muito perigoso passar nas proximidades da periferia de Homs”, diziam-me. Em suma, Damasco não é toda a Síria, mesmo que as notícias reconfortantes cheguem também de Aleppo, Tartus e Latakia, cidades que juntas perfazem mais da metade da população da Síria.

Contudo, durante os dias em que estive na capital da Síria, se havia bombas, não eram lançadas nem pelo exército nem pela polícia fiel a Bashar Al Assad. Os responsáveis por isso, ao contrário, são os próprios campeões da democracia, assim tem sido reportado pelos nossos próprios jornais que se opõem ao atual governo. Uma verdadeira estratégia do terror, que gera medo e incerteza, e que segundo os planos destes “revoltosos” em breve porão de joelhos o partido Baath e seu sistema de poder. Até o momento, porém, o que conseguiram paradoxalmente foi pôr em crise o próprio setor da oposição que de boa fé reivindicava reformas e democracia. Muitos dos defensores das reformas, mesmo radicais, hoje temem a deriva “islâmica” da revolta e preferem refluir no pessimismo e observar a evolução da crise à distância.

Mas o que mais dá medo é sobretudo a crescente presença de cidadãos estrangeiros chegados à Síria para combater pela “democracia”. São o coração do Exército Sírio de Libertação . Um tipo de milícia mercenária internacional, com uma forte conotação islâmica, que há anos está a serviço de poderes fortes e de interesses consolidados, desde que dispostos a pôr sobre a mesa um considerável botim. Uma milícia que nasce e se consolida no Afeganistão dos anos 1980, promovida pelos serviços secretos estadunidenses com o objetivo de alimentar a contraposição ao bloco soviético, para depois de anos se transferir primeiramente para os Bálcãs, depois – como elemento de desestabilização do governo de Saddam Hussein – no Iraque, e finalmente na Líbia e na Síria. Uma milícia que às vezes assume nomes e definições diversas, Al Qaida, jihadistas, salafistas … , mas que, em substância, conserva características próprias e imutáveis segundo o teatro do conflito e os interesses que a movem e pagam. Um exército não ideológico, que sob a aparente cobertura do Islã esconde uma extrema falta de escrúpulos.

Sobre esta milícia o mundo ocidental deveria fazer alguns raciocínios e reflexões. Especialmente depois do que aconteceu nos Estados Unidos em setembro de 2001. Quem pode garantir que depois de ter usado estes mercenários para realizar o trabalho sujo em várias partes do mundo não os encontraremos dentro de nossos próprios países como forte elemento de desestabilização? Nesse sentido, a crise econômica que nos próximos anos fará pesadamente sentir as repercussões dramáticas das políticas neoliberais e capitalistas pode se tornar um caldo de cultura terrorista perigosíssimo para a nossa democracia e conivente com aqueles setores financeiros que invocam poderes fortes à altura da tarefa de impor um dolorosíssimo expurgo às classes mais pobres da Europa. Um simples bom senso deveria levar a isolar e combater estes elementos em vez de exaltá-los e reforçá-los como está acontecendo nestas semanas na Síria.

Continuação do do assunto: O que está acontecendo na Síria

Com esta premissa, é claro que a partida que está sendo jogada em torno de Damasco é bem mais ampla quanto ao futuro da Síria. Portanto, é extremamente difícil fazer prognósticos , mas uma coisa se pode hoje dizer: o Estado ainda é forte. Isto pode ser compreendido a partir de muitas coisas, desde a organização interna nos aeroportos até a presença de guardas nos cruzamentos e ruas – como sempre distraídos e indiferentes - , passando pelas escolas, universidades, correios, hospitais... Em resumo, todos os serviços que fazem um “Estado”. Nada que se pareça ao que nas primeiras semanas de revolta acontecia na Tunísia, no Egito, e na Líbia. Aliás, são os próprios dirigentes comunistas a sublinhar que “nenhum embaixador abandonou o posto ou se passou para o lado dos rebeldes”. Uma verdade que no entanto esconde também uma outra face posta em relevo desta vez pelos setores da oposição: a característica confessional da atual classe dirigente síria. Uma ligação mais forte do que qualquer outra coisa.

Os alauitas certamente sabem que se Assad caísse viriam dias difíceis para eles, mas esta convicção é também a de muitas igrejas cristãs-ortodoxas presentes na Síria. A sombra de uma repetição do que aconteceu no Iraque aterroriza a igreja cristã e o demonstra a própria palavra do patriarca Hazieem recordando a história de São Paulo na estrada de Damasco, sublinhando o fato de que se enraizaram a religião islâmica e a cristã e que todas as religiões nas suas várias subdivisões aqui conviveram durante séculos e séculos. Uma paz que existiu na comunidade alauita, precisamente porque minoria, um elemento de importante mediação e estabilização. O patriarca conta como este ano “na Páscoa os muçulmanos vieram rezar conosco, fazem isto todo ano, mas desta vez eram muitos, em sinal de solidariedade e paz”.

Em favor do diálogo e da paz entre diversas confissões se expressou também o grande Mufti da mesquita Oumaiada de Damasco, Ahmad B. Hassoun, falando contra a “ingerência externa que fabrica a guerra em vez de trabalhar pela reconciliação entre todas as partes. Há pessoas que matam por dinheiro, financiados do exterior. São armadas e recebem muitos dólares”. 

Nenhuma defesa de ofício do regime, que segundo o religioso sunita “muda de modo pacífco, não com o assassinato de tantas pessoas em troca de dinheiro”. Para o Muftì “quem hoje mata em nome de Alá faz uso político da religião que não se justifica em absoluto. Vemos isso na Arábia Saudita, no Afeganistão, em tantos lugares”. Estas palavras foram ditas com lágrimas nos olhos pela dor e raiva: seu filho foi assassinado, fora da universidade de Latakia, culpado por recusar o confronto entre confissões religiosas que alguns queriam impor ao país.

Mas quem teme uma oposição caracterizada como agente do Catar é sobretudo aquela parte da sociedade síria que nestes anos se caracterizou por sua laicidade. Nesse sentido é emblemático o olhar que se recebe entrando na universidade pública de Damasco. As ruas estão cheias de estudantes, rapazes e moças que caminham, estudam, falam e convivem socialmente. Parece uma universidade como outra qualquer do mundo se não fosse pela curiosidade que leva em breve dezenas de estudantes em torno da delegação do Conselho Mundial da Paz (do qual faço parte). Querem falar conosco: dizem que não querem guerra e terrorismo, que querem decidir autonomamente sobre seu futuro e atacam a ingerência estrangeira e sobretudo o que o Catar, a Arábia Saudita e a Turquia estão tentando fazer. Não defendem Assad, aliás pedem maior coragem e reformas mais incisivas. 

Sob ataque estão também os meios de informação árabes, entre eles Al Arabya e Al Jazeera, ontem campeões da liberdade, hoje instrumento de manipulação e de uso bélico da informação. A primeira é da Arábia Saudita, a segunda do Catar. E sobre um muro de Damasco se lê uma frase escrita há pouco em que a emissora do Catar é chamada de prostituta. Também isto é um pedaço do conflito que envolve a Síria.

Mas voltemos aos chamados rebeldes. Quem são? Nas primeiras semanas o descontentamento tinha uma certa conotação de massa, isto graças à soma de três elementos, “um efeito em cadeia” da chamada primavera árabe, uma crise econômica que fazia sentir as próprias consequências causando desemprego e que se somava a dois anos de seca que tinha posto a agricultura de joelhos e enfim um legítimo cansaço com um partido que governa o país há mais de quarenta anos. Naquela fase, como frequentemente ocorre com os governos no poder há muitos anos, o executivo sírio pecou por presunção e ficou surpreso pela presença nas praças de uma oposição difusa. As primeiras reações são despropositadas e revelam dificuldade de compreender realmente o que está acontecendo. Ocorrem verdadeiros atos de violência por parte da polícia, condenada depois pelas próprias forças que apoiam a Frente Patriótica Nacional. Nas primeiras filas da crítica estão inclusive os dois partidos comunistas. [Integram a Frente Patriótica Nacional o Partido Baath, do presidente Assad e demais partidos que apoiam o regime, inclusive dois partidos comunistas - N.doT].

O paradoxo está, porém, no fato de que quando Assad condena os excessos da polícia e começa a abrir-se às reformas, a oposição se transforma, muda radicalmente de pele, e substitui as legítimas exigências de democracia e pão pelo objetivo geopolítico de mudança de campo do País. Em pouquíssimas semanas a oposição que enchia as praças é substituída por algo bem diferente, o terrorismo, que tem por fim último o velho projeto do Pentágono de desembaraçar-se de qualquer modo de um dos pouquíssimos Estados nacionais que se mantiveram íntegros e não aliados aos seus desejos. Uma evolução que não é nova e tem caracterizado nestes meses grande parte das revoltas árabes.

Para compreender o que está acontecendo pode ser útil recordar uma cena de um filme sempre atual: “O Poderoso Chefão”. No filme de Francis Ford Coppola, em certo momento se vê uma reunião de “família” em torno da mesa de almoço do “chefão”, Don Vito Corleone. Naquela ocasião o chefão fala da iminente eleição pela renovação da presidência da República estadunidense dizendo: “vença quem vencer, o vencedor deve ser ligado a nós”. A máfia não podia perder e assim os poderes que giram em torno da Casa Branca não podem permitir-se ver escapar a hegemonia de dezenas de anos no Oriente Médio. Custe o que custar. É nesta ótica que se deve ler a mudança de rota da administração Obama, que embora defendendo os mesmos interesses de seu predecessor, decide pôr fim à cruzada contra o Islã para iniciar uma estreitíssima colaboração com uma parte do Islã político sunita que ideologicamente tem como referência a Irmandade Muçulmana. Uma corrente sempre tão extremada e intransigente no querer aplicar os preceitos corânicos, quanto compatível e boa aliada dos componentes anglo-saxões do liberalismo de mercado.

Há um elemento que não parece preocupar tanto os sírios, ou seja, os efeitos do boicote pretendido por Obama são hoje estreitíssimos. Muitos me recordam que a Síria é vítima de cerca de uma década de um embargo tão ilegal quanto agressivo. Uma situação que desenvolveu anticorpos e uma economia capaz de resistir com o modello da experiência cubana.

Se a realidade moderna é esta, bem mais complicado é buscar definir como poder sair do funil de violência e desestabilização que caracteriza esta fase. Seguramente, as reformas representam um primeiro passo importante, embora insuficiente. Nesse sentido, a reforma eleitoral pode ser um primeiro ensaio sobre a real vontade reformista de Bashar Al Assad. Entre as novas listas admitidas na batalha eleitoral para a renovação do Parlamento muitos são próximos ao partido Baath, mas nem todos, e mesmo assim em seu conjunto é inegável o aspecto dialético que inserem na vida política síria. Um aspecto que salta aos olhos quando se caminha pelas ruas de Damasco, assim como de Latakia ou Alepo, evidente nos panfletos da campanha eleitoral deste e daquele candidato. Muitos e também as candidatas mulheres, que se apresentam em seus panfletos eleitorais com fotografias sem véus e com um look decididamente liberal. Este também é um modo de sublinhar o aspecto de abertura, mesmo nos trajes e hábitos, presentes na sociedade síria.

Mas os sírios não se iludem, sabem que a crise não poderá terminar em pouco tempo e que a sua autodeterminação só poderá prevalecer se puderem contar com o apoio indireto dos Brics, os únicos países hoje a fazer contrapeso aos Estados Unidos, que já fizeram ouvir a sua voz bloqueando resoluções nas Nações Unidas que teriam tido o efeito de reproduzir tudo o que aconteceu na Líbia.

*Maurizio Musolino é jornalista, especialista em Oriente Médio. Integrou a delegação do Conselho Mundial da paz que fez uma visita de observação na Síria de 21 a 26 de abril.

Publicado originalmente em www.marx21.it

Traduzido do italiano por José Reinaldo Carvalho, editor do Vermelho

  Por que a senhora dança?




A imagem de Hillary Clinton dançando chá-chá-chá vem da Colômbia.

Seus assessores dizem que ela estava feliz e comemorando.

Não explicaram o que ela comemorava.

E muito menos tanta felicidade.

Em se tratando da Colômbia, pode-se conjecturar duas coisas.

A ocupação militar  do país e

O país ter-se tornado o maior produtor de cocaína.

E, por que não?

O câncer do presidente venezuelano Hugo Chávez.

Mas ela pode estar comemorando também o cerco que os mercenários fazem a Damasco;

A destruição e o roubo de 53 mil sítios históricos do Iraque.

Alem do assassinato de mais de um milhão de pessoas da antiga Suméria, Mesopotâmia e Babilônia.

Pode estar também comemorando o esquartejamento da Líbia, a histórica Cartago.

Pode estar comemorando o genocídio no Afeganistão.

A ocupação da Palestina.

Enfim, ela tem muito o que comemorar.

Veja a foto abaixo, representativa da democracia estadunidense.



Pai e filho num dos campos de concentração no Iraque.

Não é para se comemorar?

Atentem para o sorriso da senhora Clinton.

Ela não parece estar “viajando”?

E onde está se dando essa comemoração?

Ninguém informa.

Mas pelo retrospecto dos guarda-costas do presidente obama e de seus “seguranças”, com certeza não é em nenhum  clube familiar.

Alguém se arriscaria onde foi?

 

O SILÊNCIO DE PESSOAS HONESTAS NOS ASSUSTA ..

 
NÃO NOS ASSUSTA O GRITO DOS CORRUPTOS, MAS O SILÊNCIO DAS PESSOAS HONESTAS.

Hoje pela manhã, me ligaram aí de Pilõezinhos, pois me encontro na cidade de Campina Grande-PB, cidade dos meus ESTUDOS, me contando sobre o "raciocínio de um vereador" sobre a educação básica de um município e, os comentários de um senhor radialista.
Me passaram o "áudio".
É de dar dó, o despreparo de AMBOS.
Não sabem o que seja EDUCAÇÃO ESCOLAR.
JAMAIS LUTARAM por uma EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, no seu MUNICÍPIO.
Vai aqui, um pouco do QUE AMBOS DEVIAM SABERantes de falar numa emissora de rádio:
O Estatuto da Criança e do Adolescente/Lei federal nº 8.069/90, no Capítulo IV - Do Direito à EducaçãoàCultura, ao Esporte e ao Lazer, reforça os direitos, os princípios e as finalidades constitucionais e afirma que a criança e o adolescente devem ter acesso à escola pública e fundamental gratuita próxima de sua residência, e que a oferta do ensino fundamental gratuito é obrigatória, inclusive para aqueles que a ela não tiveram acesso na idade própria.

O ensino noturno regular adequado às condições de trabalho do adolescente, são deveres do Poder Público.
A Lei federal nº 9.394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, introduz os princípios da educação, as formas de relação entre a União, os Estados e os Municípios, as características do ensino fundamental, as atribuições dos estabelecimentos de ensino e o corpo docente.
A LDBEN estabelece, em seu Art.3º, alguns princípios básicos do ensino, como:

  • a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.
  • a vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
  • e reconhece a coexistência de instituições públicas e privadas de ensino. 
  • Aos estabelecimentos públicos cabe a garantia de igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. Os privados são de livre iniciativa, desde que atendidas as normas vigentes e tenham capacidade de autofinanciamento (Art. 7º). 
  • Em ambos os casos, porém, deve haver garantia do padrão de qualidade.
Para garantir o compromisso do Poder Público com o ensino fundamental, a LDBEN prevê o regime de colaboração entre União, Estados e Municípios, preservada a liberdade de organização de cada sistema: federal, estadual e municipal (Art.8º).
O Plano Nacional de Educação, aprovado pela Lei nº 10.172, de 09 de janeiro de 2001, define metas para dez anos que deverão estar presentes nos planos decenais dos Estados e municípios. Refere, também, que o direito ao ensino fundamental não se esgota na matrícula, mas pela garantia de um ensino de qualidade até a sua conclusão. 
Para que tal objetivo se realize, o legislador elenca uma série de metas: 

a) prover as escolas de literatura, textos científicos, obras básicas de referência e livros didático-pedagógicos de apoio ao professor, atualizar e ampliar o acervo das bibliotecas; 
b) estabelecer padrões mínimos de infra-estrutura compatíveis com o tamanho dos estabelecimentos e realidades regionais: espaços, iluminação, instalação, ventilação, água potável, rede elétrica, segurança e temperatura ambi-ente, instalações sanitárias; 
c) prover espaços para: esporte, recreação, biblioteca e serviço de merenda escolar; 
d) adaptar os prédios escolares para o atendimento aos alunos portadores de necessidades especiais; 
e) disponibilizar mobiliário, equipamentos e materiais específicos, telefone e serviço de reprodução de textos, informática e equipamentos de multimídia para o ensino; 
f) prever formas mais flexíveis de organização escolar para a zona rural bem como a adequada formação profissional dos professores, considerando a especificidade do alunado e as exigências do meio; 
g) prover de transporte escolar as zonas rurais, quando necessário, com a colaboração financeira da União, Estados e Municípios; 
h) estimular os municípios a mapear, por meio de censo educacional, as crianças fora da escola por bairro ou distrito de residência e/ou locais de trabalho dos pais, visando localizar a demanda e universalizar a oferta de ensino obrigatório; 
i) universalizar a instituição de Conselhos Escolares ou órgãos equivalentes, apoiar e incentivar as organizações estudantis como espaços de participação e exercício da cidadania.
O prédio deve dispor, no mínimo, de:
Salas de aula: em número suficiente para atender ao alunado, obedecendo à proporção de 1,20m² por aluno em cada sala. Para a organização das turmas, deve-se levar em conta o projeto pedagógico, as modalidades que oferta e a localização da escola.
Recomenda-se que o número de alunos, por turma, observe os seguintes limites:
- 1° ano: ATÉ 25 alunos; ( isso quer dizer Srs. não experts NA EDUCAÇÃO) – de 01 ATÉ 25 alunos
- do 2° ao 4° ano: ATÉ 30 alunos;
- do 5° ao 8° ano: ATÉ 35 alunos;
As salas de aula devem estar equipadas com uma mesa/carteira escolar e uma cadeira por aluno, adequada à sua faixa etária e/ou às suas necessidades; mesa e cadeira para o professor, armário e quadro de giz ou similar. 

As salas de aula devem ter aeração e iluminação natural direta e proteção adequada nas janelas com incidência de sol;
Questionar QUEM SABE, no mínimo deve ser um preparado, no que diz, no que fala, ou pelo menos QUE SABE ouvir e ficar calado, para não cair no ridículo - papagaio dizem que repete a fala, EU digo, faz ARREMEDO de quem fala.

 

 

MANIFESTO DO DESPREPARADO

 
O preparo para a vida é hereditário - vem do berçoNesse Berço, tem que prover educação, formação dos pais, do ambiente familiar.Se isso não existe, certamente o despreparo à vida é tão somente coisa do tempo. 

Mesmo que a Universidade da vida, possa-lhe ensinar pouca coisa.

Vem a idade de estudar – a criança não gosta dos estudos. Se vai a escola ali não se preocupa em aprender, em aprender a escrever bem, falar bem, ouvir e se comunicar bem – só coisa frívolas.  

O despreparo só aumenta.

Vem a idade do adolescente – se preocupa tão comente com as “motos, carros, minas, brinco na orelha, tatuagens, baladas, aparências, etc". 

E, a sua formação, vai sendo deixada de lado.

Chega a idade adulta – o que FAZER, certamente SERÁ umD.E.S.P.R.E.P.A.R.A.D.O para a vida. Se nada aprendeu quando criança, quando adolescente, o que fazer como adulto??

Vai se aproximar de quem teve Educação, mesmo que aos pedaços, ou de pessoas bem aquinhoadas de dinheiro, seja de origem honesta ou não, bajular para ser visto, quem sabe será alguém, até por pouco tempo.

Esse, certamente não É O EXEMPLO DE VIDA que deve ser repassado para as crianças, adolescentes e até mesmo aos adultos,que cercam esse tipo de mau exemplo na vida.

D UVIDOSO
E  SPERTALHÃO
S  UBORNO
P  LACEBO
R  ETICENTE
E  NDIVIDADO
P  É NA LAMA
A  MARGURADO
 ANCOROSO
A  ANGUSTIADO
D  OMINADO
O  MISSO
Fonte: De Olho em Pilõezinhos

 

10 Soluções para melhorar o Brasil que funcionaram na China


 1) PENA DE MORTE PARA CRIMES HEDIONDOS COMPROVADOS:
Fundamento: Um governo tem que deixar de lado a hipocrisia quando toca neste assunto. Um criminoso não pode ser tratado como celebridade. Criminosos reincidentes que já tiveram sua chance de mudar e não mudaram não merecem, portanto, tanto empenho do governo e nem a sociedade honesta e trabalhadora merece conviver com tamanha impunidade e medo. Citou alguns exemplos bem claros: Maníaco do parque, Lindeberg, Suzane Richthofen, Beira Mar, Elias Maluco, etc. Eliminando os bandidos mais perigosos, os demais terão mais receio em praticarem seus crimes. Isso refletirá imediatamente na segurança pública do país e na sociedade, principalmente na redução drástica com os gastos públicos em segurança. A longo prazo isso também reflete na cultura e comportamento de um povo.
 2) PUNIÇÃO SEVERA PARA POLÍTICOS CORRUPTOS:
Fundamento: É estarrecedor saber que o Brasil tem o 2º maior índice de corrupção do mundo, perdendo apenas para a Nigéria. Porém, comparando os dois países o Brasil está em uma situação bem pior, já que não pune nenhum político corrupto como deveria. O Brasil é o único país do mundo que não tem absolutamente nenhum político preso por corrupção. Portanto, está clara a razão dessa praga (a corrupção) estar cada vez pior no país, já que nenhuma providência é tomada. Na China, corrupção comprovada é punida com pena de morte ou prisão perpétua, além, é óbvio, da imediata devolução aos cofres públicos dos valores roubados. O ministro chinês fez uma pequena citação que apenas nos últimos 5 anos, o Brasil já computou um desvio de verbas públicas de quase 100 bilhões de reais, o que permitiria investimentos de reflexo nacional. Ou seja, algo está errado e precisa ser mudado imediatamente.
 3) QUINTUPLICAR O INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO:
Fundamento: Um país que quer crescer precisa produzir os melhores profissionais do mundo e isso só é possível quando o país investe, no mínimo, 5 vezes mais do que o Brasil tem investido hoje em educação. Caso contrário, o país fica emperrado, aqueles que poderiam ser grandes profissionais, acabam perdidos no mercado de trabalho por falta da base que deveria prepará-los. Com o tempo, é normal a mão de obra especializada passar a ser importada, o que vem ocorrendo  cada vez mais no Brasil, principalmente nos últimos 5 anos quando o país passou a crescer em passos mais largos.
 4) REDUÇÃO DRÁSTICA DA CARGA TRIBUTÁRIA E REFORMA TRIBUTÁRIA IMEDIATA:
Fundamento: A China e outros países desenvolvidos como os EUA já comprovaram que o crescimento do país não necessita da exploração das suas indústrias e empresas em geral. Pelo contrário, o estado precisa ser aliado e não inimigo das empresas. Afinal, é do trabalho destas empresas que o país tira seu sustendo para crescer e devolver qualidade de vida a seus cidadãos. A carga tributária do Brasil é injusta e desorganizada e enquanto não houver uma mudança drástica, as empresas não conseguirão competir com o mercado externo e o interno ficará emperrado como já é.
 5) REDUÇÃO DE PELO MENOS 80% DOS SALÁRIOS DOS POLÍTICOS BRASILEIROS:
Fundamento: Os Brasil tem os políticos mais caros do mundo. Isso ocorre pela cultura da malandragem instalada após a democrácia desorganizada que tomou posse a partir dos anos 90 e pela falta de regras no quesito salário do político. O político precisa entender que é um funcionário público como qualquer outro, com a função de empregar seu trabalho e seus conhecimentos em prol do seu país e não um "rei" como se vêem atualmente. A constituição precisa definir um teto salarial compatível com os demais funcionários públicos e a partir dai, os aumentos seguirem o salário mínimo padrão do país. Na China um deputado custa menos de 10% do que um deputado brasileiro. A revolta da nação com essa balbúrdia com o dinheiro público, com o abuso de mega-salários, sem a devida correspondência em soluções para o povo, causa ainda mais prejuízos ao estado, pois um povo sentindo-se roubado pelos seus líderes políticos, perde a percepção do que é certo, justo, honesto e honrado.
 6) DESBUROCRATIZAÇÃO IMEDIATA:
Fundamento: O Brasil sempre foi o país mais complexo em matéria de negociação. Segundo Wen, a China é hoje o maior exportador de manufaturados do mundo, ultrapassando os EUA em 2010 e sem nenhuma dúvida, a China e os EUA consideram o Brasil, o país mais burocrata, tanto na importação, quanto exportação, além é claro, do seu mercado interno. Para tudo existem dezenas de barreiras impedindo a negociação que acabam, muitas vezes, barrando o desenvolvimento das empresas e refletindo diretamente no desenvolvimento do país, isso é um caso urgente para ser solucionado.
7) RECUPERAÇÃO DO APAGÃO DE INVESTIMENTOS DOS ÚLTIMOS 50 ANOS:
Fundamento: O Brasil sofreu um forte apagão de investimentos nos últimos 50 anos. Isso é um fato comprovado. A falta de investimentos em infraestrutura, em educação, em cultura e em, praticamente, todas as demais áreas,  impediu o crescimento do país e continuará impedindo por no mínimo mais 50 anos se o Brasil não tomar atitudes fortes hoje. O Brasil tem tudo para ser um grande líder mundial, tem território, não sofre desastres naturais severos, vive em paz com o resto do mundo, mostrou-se inteligente ao sair ileso da grande crise financeira de 2008, porém, precisa ter a coragem de superar suas adversidades políticas e aprender investir corretamente naquilo que mais necessita.
 8) INVESTIR FORTEMENTE NA MUDANÇA DE CULTURA DO POVO:
Fundamento: A grande massa do povo brasileiro não acredita mais no governo, nem nos seus políticos. Não respeita as instituições, não acredita em suas leis, nem na sua própria cultura. Acostumou-se com a desordem governamental e passou a ver como normal as notícias trágicas sobre corrupção, violência, etc. Portanto, o Brasil precisa investir na cultura brasileira, iniciando pelas escolas, empresas, igrejas, instituições públicas e assim por diante, começando pela educação patriótica, afinal, um grande povo precisa amar e honrar seu grande país, senão é invevitável que a longo prazo, comecem surgir milícias armadas na busca de espaço e poder paralelo ao governo, ainda mais, sendo o Brasil um país de proporções continentais como é.
 9) INVESTIR EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA IMEDIATAMENTE:
Fundamento: Proporcionalmente, o Brasil investe menos de 8% do que a China em ciência e tecnologia. Isso começou a ter forte reflexo no país nos últimos 5 anos, quando o Brasil passou a crescer e aparecer no mundo como um país emergente e que vai crescer muito a partir de agora, porém, não tem engenharia de qualidade, não tem medicina de qualidade, tecnologia de qualidade, não tem profissionais com formação de qualidade para concorrer com os países desenvolvidos que se encontram mais de 20 anos a frente do Brasil. Isso é um fato e precisa ser visto imediatamente, pois reflete diretamente no desenvolvimento de toda nação.
 10) MENORIDADE PENAL E TRABALHISTA A PARTIR DE 16 ANOS (o mundo está envelhecendo...):
Fundamento: O Brasil é um dos poucos países que ainda possuem a cultura de tratar jovens de 15 a 18 anos como crianças, não responsáveis pelos seus atos. Além de proibi-las de oferecer sua mão de obra, erro fatal para toda a sociedade,  o Brasil, assim como a grande maioria dos paises, está envelhecendo e precisa mais do que  nunca de mão de obra renovada. Essa contradição hipócrita da lei, serve apenas para criar bandidos perigosos, que ao atingirem 18 anos, estão formados para o crime, já que não puderam trabalhar e buscaram apenas no crime sua formação. Na China, jovens tem permissão do governo para trabalhar normalmente (não apenas como estagiários como no Brasil) a partir dos 15 anos, desde que continuem estudando e, assim, respondem pelos seus crimes normalmente, como qualquer adulto com mais de 18 anos.




Tem político que adora dar uma de ridículo.Cássio Cunha Lima(PSDB-PB) é uma dessas figuras.

Agora à tarde, no início da CPI do Cachoeira, o comprador de votos mais atuante da Região Nordeste requereu  a exclusão do deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) da mencionada CPI.É muito cara-de-pau.Um cara que foi cassado por compra de votos querendo excluir um deputado que, a despeito de não ser um santo, não tem fama de corrupto, como ocorre com Cunha Lima.Um cara que tem como amigo e aliado no Senado o senhor Cícero Lucena, acusado de desviar recursos públicos, não tem nenhuma condições morais para participar de uma CPI.Não é só isso:o meliante é tão estúpido que disse que a graças à mídia(o PiG) houve a instalação da CPI do Cachoeira.Sem comentários.

Quem é o bicheiro Carlinhos Cachoeira e como tudo começou



É num quarto do Hotel Palace, prédio decadente dos anos 1950 no centro de Anápolis, a 55 km de Goiânia, que mora o mineiro Sebastião Almeida Ramos.
Tião Cachoeira, 82 anos, é pai de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, contraventor preso por suspeita de chefiar a máfia do caça-níqueis no Centro-Oeste.
O bicheiro controla uma rede criminosa com ligações com empresários da mídia, jornalistas, governadores, senadores, prefeitos, juízes, desembargadores, delegados e até padres.
Foi numa cidade em ebulição repleta de migrantes, entre Goiânia e os canteiros da nova capital federal, que Tião começou a trabalhar no comércio ambulante e como apontador de jogo do bicho – o responsável em anotar as apostas.
Mais tarde, ele já estava em sociedade com Pintadinho, um bicheiro tradicional na cidade.

SEPARAÇÃO

Nos anos 1960, Tião se separou da mulher. A separação foi um trauma para os 14 filhos (12 estão vivos), contam ex-vizinhos da família na antiga Vila Góis, em Anápolis.
Carlinhos, Marquinhos, Paulinho e Julinho saíram em defesa da mãe, mas, sem estudo e influência, foram aos poucos ajudar o pai no “negócio” do jogo do bicho.
Tião se desentendeu com Pintadinho. Depois de uma série de atritos, levaram em conta os conselhos de amigos e dividiram as bancas da cidade.
Aos poucos, Carlinhos foi assumindo o “negócio” do pai e abocanhando as bancas de Pintadinho. Já Marquinhos, com quem Carlinhos vivia uma disputa eterna em família, concluiu o ensino médio e passou num concurso do Banco de Brasília.

ASCENSÃO

A guinada de Carlinhos Cachoeira ocorreu nos anos 1990, quando o então governador Maguito Vilela (PMDB) lhe deu a concessão da Loteria do Estado de Goiás, a LEG.
Hoje, Vilela, prefeito de Aparecida de Goiás, se limita a dizer que era apenas um colega de futebol do “menino” Carlinhos nos campinhos de Anápolis.
Foi naquela década que Carlinhos esteve no Rio de Janeiro para se apresentar aos bicheiros Castor de Andrade e Anysio Abraão Davi e frequentar os camarotes das Marquês de Sapucaí, levando sempre os irmãos.
O velho Tião continuava a morar no decadente Hotel Palace, enquanto Carlinhos começava a desenvolver em Goiás.
Carlinhos virou pioneiro no bingo eletrônico e no jogo de caça-níquel no Centro-Oeste. Tião passou a “exercer” a função de jogador incontrolado de caça-níqueis. “Pelo menos o dinheiro volta para a gente”, disse Carlinhos, resignado, numa roda de amigos, segundo um parente.
O velho Tião, que gosta de dizer que é afilhado do ex-presidente Juscelino Kubitschek, é um homem que fala pouco, sempre introspectivo e que não costuma falar de sua vida.

PERILLO

No período que coincide com a chegada de Marconi Perillo (PSDB) ao governo de Goiás, no fim dos anos 1990, Carlinhos ampliou sua rede de contatos e se mudou para Goiânia.
Ali comprou um apartamento no Excalibur, um edifício de apartamentos de luxo no centro da cidade em que residem cantores sertanejos e empresários da soja. Levou junto os irmãos Julinho, visto por alguns como o braço direito dele, e Paulinho, que morava em Uberaba.
Luizinho foi colocado no comando de uma casa de carteado em Anápolis, frequentada por um seleto grupo de empresários. Outro irmão, Juninho, passou a ajudar Carlinhos nas empresas que a família abria em setores legais da economia.

EMPRESÁRIO

Finalmente, Carlinhos virava um empresário do Distrito Agroindustrial de Anápolis, o Daea, aberto há cerca de 25 anos, e que transformou a cidade, atraindo milhares de migrantes.
A cidade que nos anos 1950 tinha 50 mil habitantes hoje abriga 340 mil moradores. A entrada de Carlinhos no Daea era um marco para um homem tímido, que, assim como o pai e os irmãos, nunca ostentou dinheiro e sempre esteve à sombra de poderosos.
Marquinhos deixou o Banco de Brasília e abriu uma loja de factoring em Anápolis. Para o irmão Ricardinho, o Pipoca, sobrou a área que, agora, era a menos rentável: a Girafa, como chamam a “empresa” de jogo do bicho na cidade.

REDE DE AMIZADE

Os amigos da família também foram sendo incluídos nos negócios de Cachoeira. Foi o caso de Frei Valdair, ligado à matriarca Maria José, que recebeu apoio para incrementar a programação da rádio São Francisco, mantida pela Igreja.
Estar perto de Carlinhos também “motivou” os amigos a “crescerem” na vida, afirma um outro parente do contraventor.
Carlos Nogueira, o Butina, amigo apresentado por Frei Valdair, em poucos anos passou de contínuo na rádio para publicitário de sucesso e dono de dois canais fechados de TV e um jornal de abrangência regional.

REDE DO CRIME

A Polícia Federal incluiu na rede comandada por Carlinhos dezenas de políticos, empresários, desembargadores e policiais. É essa rede que a CPI mista do Congresso começará a investigar.
A prisão do contraventor, no dia 29 de fevereiro aparentemente uniu a família, que vivia às turras nos últimos anos. Há cerca de três anos, Marquinhos reclamou que o irmão estava se dedicando demais à “política”. “Virou político”, criticou.
Na última semana, a três amigos, ele contabilizou que o irmão poderia ter repassado R$ 1 bilhão para os “políticos” nestes últimos anos.
“O problema da nossa família é a corrupção. Mas a polícia só quer caçar a gente. Os políticos vão ficar soltos?”, disse.
Da cadeia, Carlinhos Cachoeira mandou dizer que os desabafos em família, e apenas em família, são toleráveis.
No Matéria Incógnita

Demóstenes, sobre grampo de Dirceu: “Aí é ótimo, fantástico”

do Brasil247 (que publicou a íntegra), com colaboração da MC

PS do Viomundo: Jairo Martins era o principal araponga da turma de Cachoeira. Um colega jornalista obteve a confirmação, de duas fontes independentes, de que ele fez acordo de delação premiada. Procurado pelo site, o Ministério Público Federal não se manifestou sobre o assunto.

Leia também:

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Saiba quem votou pela devastação da natureza



E eles ainda comemoram...


Ontem, foi um dia de luto para o Brasil. A Câmara dos deputados aprovou projeto que acaba com todas as conquistas dos brasileiros em defesa da natureza.Com certeza a presidente Dilma deverá vetar essa ignomínia. Por solicitação de inúmeros leitores, o blog  nomina quem votou a favor e quem votou contra.

  
Entenda o “sim” e o “não”

Os deputados que votaram “sim” pediram a manutenção do texto aprovado pelo Senado,( que este blogueiro considera tímido) apoiado pelo governo e que garantia faixas mínimas de proteção e recomposição florestal. Os deputados que votaram “não” votaram pelo relatório do deputado Paulo Piau, que anulou essas obrigações. Ganharam por 90 votos. Assim sendo, a Câmara aprovou ontem, com o texto de Paulo Piau, a reforma na principal lei florestal brasileira. Acompanhe a lista:

Resultado da votação
Sim:
184
Não:
274
Abstenção:
2
Total da Votação:
460
Art. 17:
1
Total Quorum:
461

Leia também:

Orientação
PT:
Sim
PMDB:
Não
PSDB:
Não
PSD:
Não
PrPtdobPrpPhsPtcPslPrtb:
Não
PsbPcdob:
Liberado
PP:
Liberado
DEM:
Não
PDT:
Não
PvPps:
Sim
PTB:
Não
PSC:
Não
PRB:
Sim
PSOL:
Sim
Minoria:  
Liberado

Karl Marx: Teórico e Prático das Lutas dos Trabalhadores


Pedro Junior


Estudioso profundo 
Acima de tudo um racionalista 
Criou o materialismo histórico 
Mostrou a dialética cientificista 
O que move a História 
É sempre uma revolução progressista. 

Foi líder estudantil 
Combatente socialista 
“A ignorância jamais levará ninguém a lugar nenhum” 
Falava o jovem cientista 
Outra sociedade é possível 
Dentro de uma filosofia humanista. 

A primeira sociedade 
Foi à primitiva sociedade comunista 
Todos eram donos dos meios de produção 
Dentro de um sistema igualitarista 
Com os avanços das forças produtivas 
Gerou-se a sociedade escravista. 

O escravismo desapareceu 
Pois, era um modo de produção de exploração classista 
Esse sistema deu o lugar 
A sociedade feudalista 
Os senhores feudais deram lugar 
Pra um mundo burguês rentista. 

Com a Revolução Industrial 
Nasceu a imposição do mundo capitalista 
Com a Revolução Francesa 
Nasceu a idéia iluminista 
Marx estudou toda história 
Para fundamentar o ideário social internacionalista.

Junto com seus companheiros 
Fundaram a liga dos comunistas 
Para combater o capitalismo 
Só uma organização mundial classista 
“Proletários de todos os países, uni-vos” 
Contra a burguesia fascista. 

Era um homem articulado 
Unia de Bakunin aos líderes esquerdistas 
A nossa desunião 
Só interessa ao capital egoísta 
Façamos a revolução 
Contra a sociedade burguesa exclusivista. 

Apaixonado pela luta dos trabalhadores 
Criou o manifesto comunista 
Uma grande obra literária 
Estudada pelo mundo dos trabalhadores mudancista 
Hoje é tão estudado 
Como as escrituras sagradas adventista. 

Foi com Frederic Engels 
Seu amigo inseparável 
Que criaram o socialismo cientifico 
Essa ciência inestimável 
Pelos trabalhadores é apreciada 
Pela burguesia é inaceitável.

Marx foi teórico e prático 
Teorizou a idéia comunista 
Estava nos sindicatos 
Em sua época foi vanguardista 
Um homem do povo 
Criou O Capital, maior obra dos economistas. 

Um homem que passou fome 
Dedicado a causa socialista 
Com sua família 
Enfrentou a Europa capitalista 
O seu legado é majestoso 
Velho, guerreiro realista! 

O pensamento Marxista 
Não é um dogma pra ser venerado 
Como ciência:
Deve ser estudo 
E a luz da realidade 
Deve ser aplicado.

Quando afirmamos que somos Marxista 
Nos julgam de ultrapassados 
Que o Marxismo morreu 
E nossas ideias pertencem ao passado 
Porém, esquece a ideologia capitalista
Que o que o velho afirmou no mundo atual está comprovado.

Assim como encontramos no Marxismo 
A nossa riqueza material 
Também encontramos nele 
A nossa força espiritual 
As duas coisas andam juntas 
Formando um belo e inseparável casal.

Era 1883, 
Morria o grande Marx artista 
De todas as artes 
Da dialética a política modernista 
Saudações revolucionárias! 
Defender esse ideário tem que ser otimista.

*Francisco Batista Pantera é professor, jornalista, poeta e Presidente da CTB – RO

Soldados de Israel invadem casa para prender bebê palestino de dois anos de idade


                        Quando chegaremos a isso?




O fato aconteceu no dia 2 de abril na cidade palestina de Qafr Qadum.

Quatro soldados de Israel invadiram a casa de Murad, às duas da madrugada, para prender seu filho Mumem sob a acusação de terrorismo.

Até aí nada de novo não fosse pelo fato de Mumem ter apenas dois anos de idade.

E de estar dormindo no berço.

Claro que os familiares do bebê reagiram indignados, o suficiente para os soldados partirem para a ignorância.

Bashar Shtayeh, um dos familiares, afirmou que os soldados tiraram o bebê do berço que gritava assustado.

Os pais de Mumem queriam saber o porque dos israelenses estarem agindo daquela forma.

Um cabo respondeu que o bebê era terrorista e que teria sido visto com uma funda na mão à tarde.

De nada adiantaram os argumentos da família.

Para os soldados o fato de o bebê ter apenas dois anos de idade não o eximia de culpa.

Como os gritos atraíram os vizinhos, os soldados, temerosos de que alguém com mais de dois anos de idade pudesse reagir contra a monstruosidade, resolveram deixar o garotinho em paz e partiram.

Não sem antes roubar duas mamadeiras e uma chupeta ainda no invólucro.

Nos calabouços israelenses ha mais de 10 mil prisioneiros palestinos, entre os quais mais de 300 mulheres.

Sem culpa formada e sem possibilidade de julgamento, já que a maioria foi seqüestrada na Cisjordânia e Gaza.

Há também mais de mil idosos e centenas de crianças.

Todos na mesma situação.

O bebê escapou, até quando?

4 comentários:

  1. Bom dia, gostaria de saber como vocês conseguem essas informações?
    Tenho um projeto mais amplo para informar as pessoas sobre o que realmente acontece no mundo, será que podemos conversar?
    Meu e-mail é illgner_geovanne@hotmail.com

    Obrigado

    Responder
  2. Prezado Illgner
    Todas as informações e análises publicadas no blog obedecem ao critério da imparcialidade. Por isso utilizamos inúmeras fontes de informação do Oriente,Ocidente e amigos espalhados pelo mundo.
    Um abraço

Em respeito à verdade factual


Corre uma versão nos blogs e nas redes sociais que o Escândalo do Proer, que teve como um dos artífices José Serra, está na fila de espera de julgamento do STF.Não é verdade.Serra, Malan e cia já foram condenados a devolver R$ 200 milhões de reais a União.Ocorre que Gilmar Mendes, o grande amigo do tucanato e que deferiu, na calada da noite, 2 habeas corpus em favor de Daniel Dantas, assim que assumiu a presidência do STF arquivou as ações contra Serra.Tudo isso sem abrir vistas para o Ministério Público.Essa não foi a primeira vez que Gilmar Mendes julgou favorável aos tucanos.Gimar Mendes  também suspendeu o andamento de dezenas de ações que visavam anular a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, doada no governo FHC.


Fonte: Terror do Nordeste

Há 26 ANOS Grupo se BENEFICIA

A VERDADEIRA "DITATURA" !!!

Há 26(vinte e seis) anos, a nossa Pilõezinhos é um maná, para um certo Grupo Político.
   
O Chefe do grupo, governou o Município de 1982 a 1988, o que fez ELE - Se Mudou para Guarabira-PB, lá abriu um comércio e Lá vive até os dias de hoje. Terminado seu mandato, elegeu Dona Zelita, que foi mandada por ELE, de 1989 a 1992. Dona Zelita devolveu as chaves do Município para ELE, o Chefe, que governou de 1993 a 1996. Veio as eleições de 1996, trocaram apenas de camisas, lá vinha o Beto de Fausto ( mais um desastre para nossa Gente). Tanto foi um desastre, que nas eleições de 2000, perdia para quem - para um filho DELE - o CHEFE, que assim governou o Município de 2001 até 2.008. 

Em 2008, nas eleições, lá indicava ELE, um seu SOBRINHO RICO, que nunca foi sequer um secretário de Governo Municipal, mas graças ao DINHEIRO e a Prefeitura que ELE carrega há 26 anos, elegia com a força do dinheiro e da enganação, como assim sempre FOI.
Minha GENTE, esse GRUPO que aí está há mais de 26 anos, só fez enricar com o dinheiro público, comprar carros importados, construir mansões em Guarabira, até mesmo fora da região. Dizem até que um dos ex-prefeitos é tão RICO - após deixar a Prefeitura, que HOJE, é uma das pessoas que mais empresta dinheiro na região.
Me lembro, que antes deste senhor deixar a Prefeitura, foi alvo de uma CPI, onde os vereadores Oliveira e Rafael Santos, ao término de seus valorosos trabalhos, indicaram que o mesmo teria recebido materiais doados pela Receita Federal e vendidos, assim embolsando toda uma dinheirama. É assim que logo ficou RICO.
Só que, agente também sabe, que o mesmo é RÉU pela Justiça Federal em Guarabira e ali ELE vai ter que explicar onde entregou TODOS os carregamentos de mercadorias( vinham de BAU lotados ) doados pela Receita Federal em João Pessoa, que NUNCA passou dos limites de Guarabira. êta bichinho SABIDO,  pra não se dizer o contrário.
TEM MAIS, minha gente, vamos procurar na cidade e na Zona Rural o que ESSA gente, durante 26 anos de Governo, o que fizeram. Vamos fazer uma comparação com o dinheiro que entrou nos cofres públicos e o que foi feito com ELE.

Perguntemos a nossa GENTE, quem ERAM ELES, antes de entrar na Prefeitura de Pilõezinhos. Eram Pobres, e HOJE são RICOS. De onde veio toda essa Riqueza?

Minha gente, as Ditaduras pelo Mundo afora estão caindo. Aqui em Pilõezinhos, tenho FÉ EM DEUS, na FORÇA DA NOSSA GENTE, que esse Grupo será afastado de nós, para o BEM de nossa GENTE e crescimento do nosso Município. AVANTE a coragem do nosso POVO, não se vendam por saco de cimentos, por telhas, por portas, por R$10,00 e até mais, por bolsa cidadão, pela bolsa família. Tá na hora de se dar um BASTA nessa situação. Bastante que se faça uma comparação com as cidades do porte da nossa e de sua origem e ver quem cresceu mais. Se outras cresceram e a nossa NÃO, é porque lá teve GENTE preocupada com a cidade, não com o dinheiro que entrava nos seus cofres. Se Pilõezinhos não cresceu, não se desenvolveu ao longo desses 26 anos, é de se perguntar a esse GRUPO, porque nos tratou tão MAU durante todos esse tempo e TÃO BEM o dinheiro que aqui chegou.
Queria desabafar mais, mais tenho a certeza que muitos dos pilõezinhenses assim tem vontade como eu, que tenho uma idade, do tempo do inicio da governança desse GRUPO e NADA vi aqui Mudar durante todo esse tempo, Só uma coisa MUDOU que é visto por todos nós, a RIQUEZA do GRUPO, quando um deixa a Prefeitura.

 

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