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23/11/2009


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Escrito por Sérgio Gomes às 20h16
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ELEIÇÃO 2010

CNT/Sensus: Serra cai para 31,8%; Dilma tem 21,7% e Ciro, 17,5%

Caiu, mais do que nunca, a vantagem do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), sobre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, nas pesquisas de intenção de voto para presidente da República de 2010. De acordo com pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira (23), José Serra aparece com 31,8% das intenções de voto na pesquisa estimulada, contra 21,7% da ministra Dilma. Em terceiro lugar aparece Ciro Gomes (PSB), com 17,5%, seguido de Marina Silva, com 5,9%.

Segundo o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, nas pesquisas de primeiro turno realizadas no ano passado o índice favorável a José Serra oscilava de 45 a 49%. "Foram 15 pontos de queda ao longo de um ano". Em um cenário sem Ciro, o tucano segue na liderança, com 40,5% das intenções de voto, contra 23,5% de Dilma Rousseff. Em setembro deste ano, a pesquisa apontava 40,1% e 19,9%, respectivamente.

Considerando-se Aécio Neves como o candidato do PSDB, a ministra Dilma leva vantagem, com 27,9% das intenções de voto, contra 20,7% do tucano e 10,4% de Marina Silva. Na pesquisa anterior, os percentuais foram de 25,6% para Dilma, 19,5% para Aécio e 11,2% para Marina Silva.

A pesquisa também fez levantamentos para o segundo turno. A disputa entre Serra e Dilma dá vantagem ao primeiro, com 46,8% das intenções de voto, contra 28,2% da ministra. Em setembro, os percentuais eram de 49,9% e 25%, respectivamente. Com Aécio na disputa, Dilma vence com 36,6% contra 27,9% do governador de Minas Gerais. O levantamento anterior mostrava Dilma com 35,8% contra 26% de Aécio.


Na pesquisa espontânea, em que não há indicação de candidatos, Serra aparece com 8,7% contra 5,8% de Dilma. Em primeiro lugar ainda aparece, absoluto, o presidente Lula, com 18,1% das intenções de voto, apesar de não disputar as eleições do ano que vem.

Em terceiro lugar na pesquisa espontânea está o tucano Aécio Neves, que disputa a indicação do partido com Serra. Ele soma 4,2% das intenções de voto, á frente de Ciro Gomes, com 2,6%, Heloísa Helena, com 1,4% e Marina Silva, com 0,7%.

Rejeição a FHC

Para o presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), a queda resulta, em parte, da rejeição ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que apoia José Serra. "O Serra cai muito fortemente em função do apoio do Fernando Henrique. Está clara a rejeição fortíssima do ex-presidente".

A pesquisa divulgada nesta segunda avaliou a capacidade de transferência de votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Fernando Henrique nas eleições do ano que vem. O índice dos que não votariam em um candidato apoiado pelo atual presidente da República baixou de 20,2% em setembro para 16% em novembro. Os que afirmaram que só conhecendo o candidato poderiam fazer uma avaliação passaram de 24,6% para 27,4%.

Os percentuais dos que só votariam em um candidato apoiado por Lula mantiveram-se estáveis, passando de 20,8% para 20,1%, enquanto os que responderam que poderiam votar em um candidato com o apoio do atual presidente passaram de 31,4% para 31,6%.

A pesquisa também considerou, pela primeira vez, um cenário de transferência de votos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, apontando que 49,3% não votariam em um candidato apoiado pelo tucano. Outros 14,2% disseram que poderiam votar em um candidato apoiado por FHC e 27% responderam que só conhecendo o candidato poderiam opinar. Apenas 3% afirmaram que o candidato apoiado pelo ex-presidente seria o único em que votariam.

Na avaliação do presidente da CNT, Aécio e Dilma devem crescer nas intenções de voto. "Dilma tem mais votos masculinos do que femininos, assim como o Aécio. E o voto masculino, na reta de chegada, acaba puxando o voto feminino. Se o Aécio continuar no páreo, vai crescer", disse Clésio Andrade, destacando ainda o caráter "agregador" de Aécio como outra vantagem em relação a Serra.

Da Redação, com informações da Folha Online


Escrito por Sérgio Gomes às 20h14
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O JULGAMENTO

“O julgamento de Cesare Battisti é uma farsa” 

Para Carlos Lungarzo, membro da Anistia Internacional, processo no STF sobre extradição de ex-guerrilheiro baseia-se em “fraude” iniciada na Itália

“O julgamento de Cesare Battisti é uma farsa”

Cesare Battisti

 


12/11/2009

 

Dafne Melo

da Redação

 

A longa espera do escritor italiano Cesare Battisti poderá chegar ao fim no dia 12 (dia da veiculação desta edição), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) dará prosseguimento ao julgamento de pedido de extradição feito pelo governo da Itália. Na primeira audiência, quatro ministros votaram a favor da extradição e três contra. Marco Aurélio de Mello pediu vistas, o que paralisou o processo.

Em entrevista ao Brasil de Fato, Carlos Lungarzo, militante de direitos humanos, membro da Anistia Internacional dos Estados Unidos e professor aposentado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirma que Mello certamente irá votar contra a extradição.

Resta ainda a dúvida se o mais novo membro da casa, José Antonio Dias Toffoli, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, irá votar ou não. “Tenho expectativas moderadamente otimistas”, diz Lungarzo, que prepara um livro sobre o caso Battisti, ainda sem previsão de lançamento.

Cesare Battisti foi preso em 2007 no Brasil. Militante da organização italiana Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) entre 1976 e 1978, é detido em 1979 e condenado, dois anos depois, a 12 anos de prisão por ocultar armas e formação de bando armado. Foge, então, para o México, depois França. Em 1993, na Itália, é acusado e condenado à prisão perpétua por quatro homicídios. Battisti, em entrevistas à imprensa, defende- se das acusações e diz que não era um “militante militar”, ainda que tenha participado de assaltos à mão armada para financiar as atividades de sua organização.

Seus defensores apontam uma série de contradições e irregularidades que põem em dúvida a legitimidade de seu julgamento. Nenhuma testemunha o teria reconhecido. Além disso, o processo de 1993 contou com depoimentos de ex-militantes que receberam benefícios através da “delação premiada” ou que deram as declarações sob tortura. Segundo Lungarzo, não há uma única prova concreta, e o réu foi julgado à revelia. O fato mais contraditório é que Battisti foi condenado por dois homicídios que ocorreram no mesmo dia, um em Milão, às 15h e outro em Mestre, às 16h50. A distância entre as cidades é de 275 quilômetros, aproximadamente. Leia a seguir a entrevista com Carlos Lungarzo.

 

Brasil de Fato – Quais são suas expectativas em relação ao julgamento do dia 12 de novembro?

Carlos Lungarzo – Tenho expectativas moderadamente otimistas. A votação está quatro a favor da extradição e três contra. Com o voto do ministro Marco Aurélio de Mello, que certamente votará contra a extradição, teremos um empate. De acordo com o regimento interno do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente, nesse caso, o Gilmar Mendes, não pode dar o voto de minerva, salvo fosse um assunto de grande repercussão pública. Se o regimento for respeitado por Gilmar Mendes, o empate favorece Cesare Battisti. Mas todos nós sabemos que, apesar do STF ter algumas figuras boas, Mendes e Cesar Peluso, o relator do caso, atuam de maneira muito arbitrária. Isso é perigoso e talvez não se possa manter o equilíbrio necessário. Outra possibilidade é que outros ministros entrem para votar e há, possivelmente, um ministro que teria dito que pode mudar seu voto. Então, sou moderadamente otimista.

 

O senhor poderia fazer um resgate do caso Battisti?

Ele foi capturado por uma operação conjunta da Polícia Federal brasileira, serviço secreto italiano e Interpol, em 18 de março de 2007. Imediatamente após ter conhecimento do fato, o governo italiano pediu sua extradição, que começou a ser tramitada. Porém, a Itália não a fez conforme as regras, ou seja, através do Ministério das Relações Exteriores [Itamaraty]. Eles foram direito ao STF, numa postura petulante do governo italiano, que demonstrou menosprezo pelo governo brasileiro. Então, em janeiro deste ano, o ministro Tarso Genro deu a Battisti a condição de refugiado pela lei 9474/1997 [que versa sobre concessão de refúgio]. No artigo 33, há a definição de que o reconhecimento da condição de refugiado, que é dada pelo Executivo, impede qualquer pedido de extradição. Ou seja, no momento em que Tarso Genro concedeu o refúgio, o processo de extradição se extinguiu. O STF, entretanto, decidiu aceitar o pedido do governo italiano, mas, a rigor, esse processo não existe, foi eliminado. Três ministros, inclusive – Eros Grau, Joaquim Barbosa e Carmen Dulce, que votaram contra a extradição – disseram que o processo estava prejudicado.

 

Por isso o julgamento é ilegítimo?

Sim, é uma farsa. E a fraude começa no processo de Battisti na Itália. As dez testemunhas são familiares das vítimas que sequer reconheceram Battisti em fotos. Só não é familiar uma delas, Rosana Trentin, que afirma que viu um casal que poderia ser Battisti e sua namorada, mas não sabe explicar muito o que viu, se mataram alguém ou não. Além disso, há três crianças dentre as testemunhas. Provas materiais não há nenhuma, nenhum laudo técnico. Sua condenação, em 1993, também se deu com depoimentos de militantes que colaboraram com a Justiça, utilizando o recurso da “delação premiada”. Pietro Mutti, na Itália, atribuiu a ele uma série de assassinatos. Foi uma delação premiada, sua pena foi de perpétua para oito anos. Outro delator teve redução de dois terços na pena e outros dois assinaram sob tortura. No meu livro, há uma parte em que transcrevo o comentário de um deles, que afirmou ter resistido tudo o que pôde e que acabou assinando o que a polícia lhe exigiu.

 

E o STF aceita essas afirmações para dizer que é crime comum e não político?

Aqui no Brasil, diria que o relatório do STF é ainda pior, pois toma todos essas acusações falsas da Justiça italiana e ainda acrescenta suas próprias ideias, dizendo que Battisti tem “estilo sanguinário” e todo tipo de preconceito. Enfim, não se sabe exatamente o que está por trás disso, mas sabe-se que quando o julgamento foi divulgado, um ex-embaixador da Itália reuniu-se sigilosamente com o Gilmar Mendes e ninguém sabe uma linha do que eles conversaram.

 

Por que o governo italiano quer prender Battisti de qualquer maneira?

Lá há uma sede de vingança muito grande em relação ao que se aconteceu há 30 anos, nos “anos de chumbo”. Há um caso famoso, em 1980, em que um grupo que era da direita fascista – no qual estava o atual ministro da Defesa italiano [Ignazio La Russa] – colocou explosivos em um trem em Bolonha que mataram 84 pessoas e feriram 200. Como houve acomodação jurídica, nunca se soube se eles eram culpados ou não. Mas os familiares das vítimas e algumas pessoas atribuem o atentado à esquerda: “ah, isso é coisa das Brigadas Vermelhas”. Tentam achar um bode expiatório. Então, junta a sede de vingança, com falta de informação e necessidades políticas do governo italiano – não só da parte de Silvio Berlusconi [primeiro-ministro italiano].

 

O governo italiano pode ter a intenção de, a partir desse caso, gerar algum tipo de jurisprudência para pedir extradição de outros militantes que estão aqui no Brasil?

Certamente, isso é um balão de ensaio. Se Battisti for extraditado, eles não vão parar por aí. Existem uns 600 italianos dos “anos de chumbo” refugiados no Brasil. Acredito que é um plano para usar isso como propaganda. Mais que isso, se eles concedem extradição, todo sistema de concessão de refúgio do Brasil cai por terra.

 

A Itália tem fama de dar péssimo tratamento a seus presos políticos. Isso poderia pesar na decisão?

Só neste ano, 62 presos políticos se suicidaram nas prisões da Itália. Nos últimos nove anos, a média tem sido essa. No total, parece que nesse tempo cerca de 500 já cometeram suicídio. Há juízes em diversos lugares do mundo que se recusam a extraditar italianos devido às péssimas condições do sistema carcerário. Teve uma juíza americana que se recusou a mandar um mafioso porque disse que a prisão italiana era o caminho para a morte.

 

Qual é o contexto histórico do surgimento dos grupos armados de esquerda na Itália, na década de 1970?

 A história começa com o fim da fascismo na Segunda Guerra Mundial. Os EUA estavam muito preocupados com o crescimento de partidos de esquerda na Europa. E eles tinham crescido mesmo. O Partido Comunista Francês era muito forte, e o da Itália era o que mais tinha filiados em toda a Europa. Então, tinha um plano que juntava a CIA, o Tratado do Atlântico Norte [Otan], setores da Igreja Católica e da máfia, a direita do Partido Democrata Cristão e, sobretudo, setores do Exército. Formaram um rede que atuou em toda Europa, mas na Itália foi muito forte, onde foi chamada de Operação Gladio, que passava pelo terrorismo de Estado. Eles começaram, a partir de 1969, a fazer uma série de atentados grandes, como bombas em lugares públicos. A primeira foi na praça Fontana, em Milão. Até esse momento, não havia esquerda armada na Itália, com exceção de uma divisão de autodefesa do Partido Comunista, que era formada com armas que usaram para combater na Segunda Guerra, contra os fascistas. Aí, nos anos 1970, aparecem as Brigadas Vermelhas, que aos poucos vai ficando cada vez mais violenta. E aí vão surgindo muitos grupos, dentre eles o de Battisti, o PAC. No geral, apoiavam greves, faziam propaganda e não eram muito violentos. Até que em 1978 decidiram matar um torturador da prisão de Udine. Battisti saiu do PAC logo após esse assassinato, justamente porque tinha críticas a essas ações violentas. Aí foi quando fugiu para o México.

 

Battisti sempre negou os crimes atribuídos a ele?

Há 18 anos ele nega, negou sempre. Desde que trabalho com direitos humanos, nunca vi alguém negar um crime por tanto tempo.

 

 

 

Comentários - 1

Escrito por Sérgio Gomes às 20h07
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21/11/2009


Agora danou-se! Apareceu mais um filho de FHC
 

 

 

 

A informação foi colhida na coluna de Cláudio Humberto na Tribuna do Norte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Demitida com o filho nos braços, Maria Helena só recebeu R$ 130 mil dos R$ 250 mil prometidos. E uma pequena casa em Santa Maria (DF).

 

 

 

Esta coluna tentou contato com o ex-presidente FHC, através de seu instituto, em São Paulo. Ele não retornou as ligações.

 

 

 

Quem administrava o segredo e os pagamentos a Maria Helena, diz ela, era o ex-senador Ney Suassuna (PB), que depois virou ministro."

 

 

 

 

 

Dos R$ 250 mil prometidos pelo então senador Fernando Henrique Cardoso à ex-empregada Maria Helena Pereira, mãe do seu filho Leonardo, somente R$ 30 mil chegaram às mãos dela de uma vez e cerca de R$ 100 mil em parcelas mensais no valor médio de R$ 6 mil. O dinheiro foi repassado a Maria Helena pelo então senador Ney Suassuna (PMDB-PB), transformado em fiel depositário do segredo.

 

 

 

A pedido de FHC, Maria Helena foi nomeada auxiliar de copa no gabinete de Ney Suassuna, após ser demitida por d. Ruth Cardoso.

 

 

 

Ney Suassuna reagiu irritado, ontem. Diz não conhecer “essa mulher”, sua ex-copeira durante anos, e que nossa fonte “só pode ser petista”.

 

 

 

A copeira Maria Helena foi “herdada” pelo ex-senador José Maranhão, governador da Paraíba, e depois pelo suplente, Roberto Cavalcanti.

 

 

 

O resumo da vida do ex-presidente, no site do Instituto FHC, informa que ele teve três filhos com Ruth Cardoso. Omitiu pelo menos dois.

 

FHC escondendo

 

Conexão Paraíba

 

Coisa de ‘petista’

 

Emprego no Senado

 

Dinheiro enviado por FHC

 

 

 

Segredo guardado

 

Sem retorno

 

Indenização

 

"O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teve outro filho fora do casamento, em Brasília. Chama-se Leonardo dos Santos Pereira, hoje aos 20 anos, que trabalha como carregador (ou “auxiliar de serviços gerais”) em um órgão público. Ele nasceu da relação do então senador FHC com sua empregada Maria Helena, uma negra que o impressionava pela formosura. Leonardo é muito parecido com o pai.

 

Abaixo, acompanhe a nota, na íntegra!

Depois de aparecer um filho de 18 anos na vida do ex-presidente FHC (ver nas postagens abaixo), agora surge um novo herdeiro, esse tem 20 anos de idade.

 

Fonte:Patria Latina


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Escrito por Sérgio Gomes às 18h28
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14/11/2009


Diretor do Observatório do Vaticano admite existência de ETs



O jesuíta argentino José Funes, 46, diretor do Specola Vaticana, o Observatório Vaticano, admitiu haver "sentido" na busca pela existência de extraterrestres. O site espanhol Religión Digital registrou que a manifestação do Funes demonstra que, sobre o tema, "alguma coisa começa a mudar na Igreja Católica".

Funes já tinha reconhecido em outras ocasiões a possibilidade da existência de ETs, mas agora foi a primeira vez que falou a cientistas em um evento patrocinado pela igreja, a Primeira Conferência sobre Astrobiologia da Academia Pontifícia das Ciências, do Vaticano.

O astrônomo norte-americano Chris Impey disse a religiosos, no seminário, que é possível haver "centenas de milhões de lugares habitáveis" na Via Láctea, e essa é apenas uma das bilhões de galáxias. Falou que, diante desse fato, os religiosos vão ter de rever a sua interpretação de que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus.

Cientistas ateus também foram convidados a participar do seminário.

No ano passado, Funes escreveu no jornal L’Osservatore Romano, do Vaticano, o artigo "O Extraterrestre é o meu irmão" onde disse que os ETs talvez não precisem se "redimir" do pecado original. Para ele,  os humanos seriam, nesse caso, as ovelhas negras do universo.
Fonte:Paulo Lopes.

Escrito por Sérgio Gomes às 11h37
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11/11/2009


CONTRARIANDO INTERESSES DOS EUA

A democracia participativa, direta, que avança na América do Sul, pela pregação socialista do presidente Hugo Chavez, que atraiu Manuel Zelaya, de Hondutras, representa estopim de fogo que leva os golpistas a tentarem voltar ao passado das ditaduras, para evitar a integração econômica, social e política americana, em construção com a c riação da Unasul

 

O presidente deposto Manuel Zelaya ensaiou democracia direta, por cima da democracia representativa, totalmente, controlada por Washington, há mais de cinquenta anos. Caiu. A instabilidade que o governo americano enxerga na democracia participativa, impulsionada pelos movimentos sociais, está por trás da derrubada do ex-presidente hondurenho e da decisão da Casa Branca de intensificar a corrida armamentista americana no continente sul-americano, no rastro da qual as mercadorias chineses provocam guerra comercial.

Seria essa a essência do G-2, no novo bilateralismo , para tentar barrar o avanço do G-14, G-20 etc, sinalizadores do multilateralismo, para substituir o fracassado unilateralismo neoliberal, que se sucumbiu na bancarrota financeira dos Estados Unidos e da Europa, espalhando destruição geral?

O presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, faz o jogo de conveniência da Casa Branca. Os militares americanos teriam que ter seus orçamentos diminuidos com a volta para casa  das tropas do Iraque e de outras bases. Deslocando elas para a América do Sul, dispõem de argumentos capazes de evitar cortes no orçamento militar americano , indispensável à economia de guerra.

Nunca é demais repetir o recado de Keynes, em 1936, ao presidente americano Franklin Delano Roosevelt, como alternativa para tirar os Estados Unidos da crise de 1929:

“Penso ser incompatível com a democracia capitalista que o governo eleve seus gastos na escala necessária capaz de fazer valer minha tese – a do pleno emprego – exceto em condições de guerra. Se os Estados Unidos se insensibilizarem para a preparação das armas, aprenderão a conhecer sua força”.

A economia de guerra americana e a guerra comercial chinesa criam ambiente que detona a discussão sobre os intrumentos práticos em construção, para a integração sul-americana, o Banco do Sul e a moeda sul-americana, ao mesmo tempo em que fortalece a pregação do presidente Barack Obama de que a integração EUA-China é base sobre a qual se deve reconstruir o mundo capitalista em pedaços

Escrito por Sérgio Gomes às 16h03
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A economia de guerra americana e a guerra comercial chinesa ameaça a unidade sulamericana na construção dos instrumentos básicos para a construção da integração da América do Sul
Incômodos sul-americanos
  
A estética nacionalista repugna os estômagos formados pelo liberalismo cínico que busca confundir igualdade jurídica com injuustiça social para criar a realidade invertida das consciências adulteradas
 
Quem, na periferia, tentar desarticular essa dominação, como foram e são os casos dos governantes de visão nacionalista, Getúlio, Peron, Cardenas, Evo Morales, Chavez, Lula, Cristina, Rafael Correa, Fidel, Alvarado etc, são taxados pelos beneficiários do mecenato de toscos, esteticamente, repugnantes. Um coleguinha, que acompanhou Lula, em Londres, durante seu primeiro mandato(2003-2006), se disse envergonhado diante da extroversão lulista, chamando os comandantes de estados europeus e americanos como camaradas de bate-papo, em coletiva. ”Falei, ontem, com o Blair”. “Pedi ao Bush”. “Comuniquei à Merkel”. “Conversei com o Sarkozy”. “Liguei pru Putin” etc. A intimidade expositiva do presidente na relação com os seus pares do primeiro mundo, sendo ele de terceiro mundo, cobriu de vergonha o ouvinte. Ego presidencial exacerbado? Sede de aparecer? Auto-afirmação além da conta? Lula, na avaliação de Caetanto Veloso, não guarda seu lugar, invade os espaços, exacerba. Precisa ser chamada sua atenção pelos bons modos, como diziam os senhores de escravos para aqueles pretos que não queriam obedecer as ordens sob coleiras no pescoço, ansiando pelo mundo de Zumbi dos Palmares. Fala pelos cotovelos. Incomoda , principalmente, os bons costumes adquiridos pela educação sofisticada da importação colonial, paga a juro alto, para esconder, por trás da farsa, sua própria brutalidade histórica. A verdade, como disse Trotski, é que os intelectuais, facilmente, comprados pelo dinheiro, não construiram, historicamente , na periferia do capitalismo, uma orientação honesta, capaz de constituir partidos políticos com os quais o pensamento evolucionista, libertador, revolucionário, se organizaria, mesclando e evoluindo no antagonismo de classe.
 
 
Nacionalistas analfabetos, toscos
  
Pensar sul-americana é expressar um primitivismo que repugna a sofisticação estética do capital que precisa dos seus porta-vozes para desacretidar e destruir a auto-estima da periferia capitalista, taxando-a de démodé
 
A cooptação ideológica, principalmente, praticada pelo liberalismo inglês, criador do espírito da propriedade privada, que estabelece a correlação segundo a qual a igualdade jurídica corresponde à desigualdade social, na tentativa de inverter a realidade, acaba fazendo a cabeça de pensadores e artistas honestos, convertendo-os em agentes sofisticados da cultura e dos modos importados. Cria-se, destaca Trotski, um gap entre o ideal e o real, para além do antagonismo de classe, deixando espaço para a emergência de lideranças extrovertidas, populares, populistas, que se lançam no vácuo das misérias políticas periféricas, subordinadas ao capital. O peronismo, o varguismo, como lembra Beto Almeida, é isso, a expressão da ausência dos partidos de esquerda, porque , na sua ânsia do ideal, condenam o real-nacional, como foi o caso do Partido Comunista Brasileiro, relativamente, a Getúlio. Essa impotência dos falsos intelectuais e artistas, decorrente da sua inadaptação ao nacional por ser internacional, na formação orgânico-dialética, subordina-os aos conceitos estéticos determinados pelo próprio capital, na evolução do seu processo de sobreacumulação, ditando comportamentos, cujos resultados são lucros. Trata-se de organizar a divisão social combinada com o interesse da reprodução sobreacumulativa do capital, principalmente, no campo da cultura. Como a indústria cultural é transnacional, a visão nacional , reprodutora da cultura popular, incomoda as determinações do processo lucrativo cultural. As mentes mentem. As rádios, as tevês, os comentaristas, todos precisam sintonizar-se com a estética dominante. No Governo Perón, transbordou-se a cultura popular; no de Getúlio, que tinha muita admiração pelo líder argentino, idém; os artistas iam ao Palácio. Gegê saia do serviço para ouvir Linda Batista nos cassinos. O que diziam os bens pensantes, os fernandos henriques cardosos, os caetanos velosos, a esquerda chic, sobre Gegê? Lacaio de Washington. O cara estava sendo bombardeado pelos jornais americanos, que orientam a linha editorial dos jornais sul-americanos da grande mídia, e a esquerda o considerava atrasado, ligado às raízes populares, abrindo espaço para o artista nacional.Vargas queria fazer da Rádio Nacional uma emissora internacional, com reprodução dos seus programas em todas as linguas. Queria internacionalizar o analfabetismo, os Lulas brasileiros com seus talentos. Chegou a ampliar pilotos em países do leste europeu. Almejava o que a tevê Globo está fazendo, isto é, ambientando o cenário internacional às suas novelas com conteúdo nacional, mas , diferentemente, do que antevia Vargas, subordinado aos padrões estéticos de roliúde, como dizia Glauber Rocha. O grammy que Caetano Veloso ganhou é uma disseminação cultural multinacional global americana. Getúlio Vargas estava de olho nessas potencialidades culturais brasileiras, sabendo que a dominação cultural acompanha o desenvolvimento do capital. Queria, portanto, sob nacionalismo, globalizar a cultura brasileira. Afinal, não foi isso que Tio Sam fez com o cinema durante o século 20, ampliando o American way of life? O poder de roliúde não deixou prosperar o sonho cultural nacionalista-getulista. Do mesmo jeito, Perón já prenunciava um esquema de comunicação sul-americano; em 1955, na conferência de Bandung, na Indonésia, pregou a TERCERA POSICION, equidistância, tanto do capitalismo como do comunismo, ficando longe da guerra fria, para pregar a construção do sul-americanismo.
 
Desintegrar para dominar
 
A estética nacionalista precisa ser destruída pela orientação da estética construída pelo capital que busca o lucro e o consumismo para homogeneizar consciências destituídas de energia auto-confiante, evolucionista
 
A TELESUR, criada pelo presidente Hugo Chavez, da Venezuela, visa a universalização sul-americana da pregação peronista. A cidade do cinema em Caracas, conforme relatou reportagem do caderno cultural do Valor Econômico, movimenta os artistas de toda a América do Sul. Energia cultural sul-americana em efervecencia total. Busca-se a construção da estética artistico-ideológica continental, para além dos estúdios de roliúde, das informações da CNN, da pasteurização ideológico-consumista-grammymista, que amaciam o pensamento dos artistas desejosos de que sobre si se eternize o spotlight narcísico, individualista, elitista. Essa vertende do padrão cultural em desenvolvimento, que acompanha a mudança dos ventos políticos na América Latina, levanta a implicância dos conservadores, cuja ojeriza pelo nacionalismo cultural-econômico-político-social reproduz o padrão de desenvolvimento econômico dependente de poupança externa. FHC aprofundou os estudos sobre a raiz da dependencia da América Latina, mas se rendeu a essa dependência, arriando seu pensamento às determinações do capital para o comportamento das elites, subordinada a ele, no plano cultural, político, econômico e social. Henfil , certa vez, disse que deixou de confiar em FHC porque durante as campanhas pelas diretas já em 1984 o sociólogo marxista se recusava a pisar com seu sapato lustrado no barro das ruas das periferias para levar o recado da democracia. Elitista, falso democrata, FHC, identificador das raízes da dependência, desenvolveu ojeriza total aos politicamente resistentes à dependência, como são os casos de Lula, Peron. Veste, agora, uma toga udenista lacerdista, como destaca o sociólogo Emir Sader. Caetano Velosso vai nessa linha, no plano político, sentido mal estar na extroversão política de um herdeiro da escravatura, feito metalúrgico, no regime do trabalho assalariado, feito presidente. Nem Caetano nem FHC se mostram à altura da sua inteligência para evoluir do plano da aparência, em relação a Lula, para o plano da essência.
 

Escrito por Sérgio Gomes às 15h57
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02/11/2009


PASSADO E PRESENTE.

Vestígios da pré-história são achados no Brejo paraibano

Um cemitério pré-histórico foi encontrado semana passada no município de Pilões, localizado no Brejo paraibano. Ontem, dez pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), referência em estudos nessa área, foram até o local para comprovar a descoberta e começar a estudar a idade das urnas funerárias e utensílios de cerâmica, louça e pedra encontrados. O material foi achado na entrada da cidade, quando funcionários da Chesf realizavam escavações para a construção de uma subestação de energia.

O professor doutor e coordenador do laboratório de Arqueologia da UFPE, Marcos Albuquerque, adiantou que “o achado é algo precioso não só para Pilões e para o Estado da Paraíba, mas também para todo o Brasil”. “A Chesf estava realizando uma obra no local e constatou que ali poderia ter existido um cemitério, na idade pré-histórica. Como determina a lei federal 3.924, que rege o patrimônio arqueológico nacional, eles nos contactaram e paralisaram os trabalhos, imediatamente. Ao chegar no local, nossa equipe de pesquisadores constatou que aquilo realmente se tratava de um verdadeiro tesouro”, disse.
“Iremos realizar uma reunião amanhã (hoje), com os órgãos ligados ao Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, para providenciarmos a escavação total da área. Muito provavelmente serão encontradas novas urnas, e, inclusive, ossadas humanas”, acrescentou.

Ainda de acordo com o pesquisador da UFPE, a partir de um estudo mais detalhado, será revelada a idade das urnas, que à primeira vista, aparentam ter até 10 mil anos.
“Ciência se faz com exatidão. Nesse primeiro momento, poderíamos dizer que os materiais eram de índios tupis-guaranis, que habitaram a região há milhares de anos. Mas ainda é muito cedo para precisarmos a cronologia. O que podemos confirmar é que se trata de um verdadeiro tesouro nacional”.
Depois de ser analisado em laboratórios do Recife, a tendência é de que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) autorize que os materiais coletados sejam expostos em um museu, em Pilões. A prefeitura local já se comprometeu em construir o prédio. (Com informações de Jota Alves).

Fonte: Jornal da Paraíba
(MACHADOS DE PEDRA)
(LOCAL  DE FUTURAS ESCAVAÇÕES.)
(URNA FUNERÁRIA)
(PANELA DE CERÂMICA)
FOTOS DO BLOG DE DAMAZIO.

Escrito por Sérgio Gomes às 12h33
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JORNALISTA DENUNCIOU GOLPE TUCANO NO PRÉ-SAL

Em março de 2000, artigo jornalista Aloysio Biondi tratou da descoberta, à época governicho FHC, dos campos de Marlim e Roncador, exatamente como estão sendo descobertas novas reservas de petróleo no governo LULA:

“O povo brasileiro, com as reservas de petróleo, e mais ainda, com os campos fantásticos descobertos pela Petrobrás, tirou a Mega-Mega Sena. Virou trilionário. Mas não sabe disso. O povo não sabe, o Congresso não sabe. Por isso, o governo FHC prepara-se para nova rodada de leilões destinados a entregar o petróleo brasileiro a multinacionais.

Ou, mesmo, já vem entregando indecentemente o petróleo descoberto peta Petrobrás, que pertence efetivamente a cada cidadão brasileiro, a meia dúzia de empresários nacionais e banqueiros nacionais e estrangeiros. Exemplo? O fantástico campo de Marlim, com sua produção de 400.000 barris/dia, por exemplo, foi “repartido” agora com meia dúzia de sócios que se juntaram em uma empresa de fundo de quintal para... fornecer parte do dinheiro necessário para duplicar a produção.

Essa operação já seria um assalto contra a sociedade brasileira, mesmo que os “sócios” realmente desembolsassem a cifra de 1,5 bilhão de reais para financiar sua parte no projeto de exploração de Marlim. Nem isso existe.

A empresoca de fundo de quintal tem um capital bruto de 200 milhões de reais e foi formada – como narrado em nosso livrinho O Brasil Privatizado – apenas... para tomar 1,2 bilhão de reais emprestados no exterior, que obviamente a própria Petrobrás poderia obter. Um negócio da China, um assalto, uma mina de ouro, capaz de faturar centenas de bilhões de reais, entregue por 200 tostõezinhos fajutos.”

Fonte: blog ninho tucano.

Escrito por Sérgio Gomes às 10h41
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01/11/2009


Coluna de Frei Beto

 

Olimpíadas do social
Adital - O governo acaba de divulgar os dados do Censo Agropecuário. E dar razão ao MST quando reivindica reforma agrária.
Há, no Brasil, 5.175 milhões de propriedades rurais. Ocupam uma área total de 329.9 milhões de hectares. Um hectare equivale a um campo de futebol. Essas propriedades empregam 16.5 milhões de pessoas, e mais 11.8 milhões de trabalhadores informais (bóias-frias, diaristas etc.).

Dos que trabalham no campo, 42% não terminaram o ensino fundamental; 39,1% são analfabetos; apenas 8,4% têm o fundamental completo; 7,3% obtiveram diploma de nível superior; e 2,8% cursaram o técnico agrícola.

Esses dados explicam a baixa qualidade dos trabalhadores rurais, uma vez que o governo não lhes oferece instrução adequada, e a perversa existência de trabalho escravo, favorecido pela situação de miséria de migrantes em busca de sobrevivência.

A concentração de terras em mãos de poucos é 67% superior à da renda no país, cuja desigualdade se destaca entre as maiores do mundo. Essa concentração, agravada pelo agronegócio voltado à exportação de soja, cana e carne de gado, reduz o número de trabalhadores no campo.

Em dez anos, 1,363 milhão de pessoas deixaram de trabalhar na lavoura. Muitas viraram sem-terra. E não foram poucas as que migraram para, nas cidades, engordar o cinturão de favelas e agravar a incidência da mendicância e a violência urbana.

A mesa do brasileiro continua a ser abastecida pela agricultura familiar, que emprega 12 milhões de pessoas (74,4% dos trabalhadores no campo), enquanto o agronegócio contrata apenas 600 mil. Na cesta básica, a agricultura familiar é responsável pela produção de 87% da mandioca e 70% do feijão.
Segundo o Censo, 30% das nossas lavouras utilizam agrotóxico. Porém, apenas 21% recebem orientação regular sobre essa prática. Ou seja, muitos utilizam herbicidas no lugar de inseticidas e, ao aplicar veneno na terra, não cuidam de se proteger da contaminação.

Na mesa do brasileiro, entre verduras folhudas e legumes viçosos, campeia a química que anaboliza os produtos e prejudica a saúde humana. São 713 milhões de litros de veneno injetados, por ano, na lavoura do Brasil. E até hoje o governo resiste à proposta de obrigar a prevenir os consumidores se o produto é ou não transgênico.
A agricultura orgânica ainda é insignificante no Brasil: apenas 1,8%. Mas já envolve mais de 90 mil produtores. A maior parte da produção (60%) se destina à exportação: Japão, EUA, União Européia e mais 30 países.

O Censo revelou ainda que os jovens estão abandonando o campo. Apenas 16,8% dos produtores têm menos de 35 anos de idade, e 37,8% têm 55 ou mais. Houve melhora na qualidade de vida: 68,1% dos estabelecimentos rurais contam com energia elétrica (o programa Luz para Todos funciona) e a irrigação aumentou 39%, favorecendo 42% da área total.

Em dezembro, os chefes de Estado de todo o mundo se reunirão em Copenhague para debater o novo acordo climático, considerando que o Protocolo de Kioto expira em 2012. Segundo dados da ONU, em 2050 - quando haverá aumento de 50% da população do planeta - a escassez de alimentos ameaçará 25 milhões de crianças, pois a produção mundial, devido ao aquecimento global, sofrerá redução de 20%.

Os habitantes dos países pobres terão acesso, em 2050, a 2,41 mil calorias diárias, 286 calorias a menos do que em 2000. Nos países industrializados, a redução será de 250 calorias. Drama que poderá ser evitado se houver investimento de US$ 9 bilhões/ano para aumentar a produtividade agrícola.

Estudo do Instituto Internacional de Pesquisa de Política Alimentar constata que a escassez levará à alta dos preços de alimentos básicos, como trigo, soja e arroz. Este produto, essencial na dieta mundial, poderá ter aumento de até 121%! Hoje, a fome ameaça 1,02 bilhão de pessoas (15% da população mundial).

O Brasil é, hoje, um dos maiores produtores mundiais de alimentos. Nosso rebanho bovino conta com quase 200 milhões de cabeças - responsáveis também pelo aquecimento global -, e a fabricação de etanol elevou a produção de cana-de-açúcar para quase 400 milhões de toneladas/ano.

Apesar dos dados positivos de nossa produção agropecuária, ainda convivemos com a fome (11,9 milhões de brasileiros); a mortalidade infantil (23 em cada 1.000 nascidos vivos); o analfabetismo (15 milhões); e alto índice de criminalidade (40 mil assassinatos/ ano).
Bom seria se a nação também se mobilizasse para as Olimpíadas do Social e, enquanto o Rio reforma seus estádios para 2016, o Brasil promovesse as tão sonhadas, prometidas e adiadas reformas: agrária, política, educacional, sanitária e tributária.

[Autor do livro de contos "Aquário negro" (Agir), entre outros livros.
Copyright 2009 - FREI BETTO - É proibida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. Contato - MHPAL - Agência Literária (mhpal@terra.com.br)]

* Escritor e assessor de movimentos sociais

Escrito por Sérgio Gomes às 11h43
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Iurd apela à Justiça para não ter de devolver anel de ouro à ex-fiel

marionate

O juiz de primeira instância já tinha determinado à Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus) a devolução à ex-fiel Andréia Gomes Montenegro de uma aliança de ouro de casamento e R$ 500 que ela doou em 2007 a pastores durante o evento“Fogueira Santa”.

Mas a Universal não se conformou com a decisão e recorreu, e o caso foi enviado ao Colégio recursal dos Juizados Especiais Cíveis Criminais da 44ª circunscrição judiciária, que fica em Guarulhos (SP). E desta vez a igreja obteve uma sentença favorável.

Andréia tinha decidido recuperar a doação não tanto pelo dinheiro, mas mais pelo valor afetivo da aliança de casamento.

De acordo com os autos, a ex-fiel falou que um pastor lhe disse que, se não desse nada, era sinal de que ela “estaria servindo ao diabo”. Então Andréia deu tudo que tinha com ela naquele momento.

Os advogados da igreja argumentaram que a oferta está prevista na Bíblia sagrada e é adotada por várias igrejas. “É uma prática que remonta a milênios.”

No entendimento da juíza Célia Magali Milani Perini, da instância recursal, não cabe ao Estado, por intermédio da Justiça, julgar se uma igreja explora ou não os fiéis. Para o azar de Andréia e de tantos outros.

> Quem não paga dízimo fica exposto ao Satanás, diz Edir. (fevereiro de 2009)

> Dízimo, a exploração em nome de Jesus.
Fonte: Paulo Lopes.
ACESSE AQUI!

Escrito por Sérgio Gomes às 11h17
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29/10/2009


AS LARANJAS PODRES

 

Deputados que assinaram CPI contra o MST receberam dinheiro da Cutrale

Quatro deputados federais que assinaram a CPMI receberam doações da empresa que monopoliza o mercado de laranja do Brasil e acumula denúncias na Justiça.
Quatro deputados federais que assinaram a CPMI receberam doações da  empresa que monopoliza o mercado de laranja do Brasil e acumula denúncias na Justiça.

 

 

 

28/10/2009

Nilton Viana

da Redação

 

De tempos em tempos as elites mostram suas garras contra os pobres. E pobres que se organizam para lutar por justiça, melhores condições de vida e reforma agrária entram na mira furiosa da classe dominante. Os trabalhadores rurais sem terra têm sido sistematicamente atacados. Suas organizações e todos aqueles que lutam pela democratização da terra no país tem sido permanentemente criminalizados.

 

No episódio mais recente, no qual famílias que ocuparam uma área pública grilada pela empresa Cutrale – maior exportadora de sucos do país – destruíram pés de laranjas, os latifundiários, a mídia e todos os seus asseclas dispararam todos os seus canhões contra os sem terra. As cenas foram repetidas a exaustão para convencer a sociedade que os sem terra são vândalos, criminosos e terroristas. Por outro lado, a mídia fez questão de esconder que, de acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a fazenda da Cutrale em Iaras (SP) é uma área pública grilada.

 

Imediatamente, a chamada oposição reacionária endureceu seu discurso com a criação de uma nova CPI contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e contra a atualização dos índices de produtividade rural prometida pelo governo Lula.  

 

Mas o caso Cutrale foi apenas o mais recente pretexto das elites contrárias à reforma agrária. Desde que o governo Lula se comprometeu, em audiência com dirigentes do MST, a rever os índices de produtividade agrária, a mídia burguesa e seus jornalistas pré-pagos iniciaram sua ofensiva. A revista Veja aproveitou o caso e “requentou” informações para municiar o ataque. Logo após à audiência entre os sem terra e o governo, a Veja estampou em sua manchete:  “Abrimos o cofre do M$T”  com a chamada: “Como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra desvia dinheiro público e verbas estrangeiras para cometer seus crimes”. Ora, nada de novo havia para tal “reporcagem”, como bem definiu em artigo o jornalista Altamiro Borges. 

 

O fato é que conseguiram aprovar a criação de uma nova CPI contra o MST.

 

Porém, assim como a mídia escondeu que a tal fazenda da Cutrale está numa terra grilada de propriedade do Estado, e que os pés de laranja foram plantados para evitar a desapropriação da área antes improdutiva, além de não informar para a sociedade que a Cutrale tem vários processos na justiça, inclusive por débitos trabalhistas; a mídia também omite da opinião pública que quatro deputados federais que assinaram o requerimento favorável à criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra o MST receberam doações da Cutrale, empresa que monopoliza o mercado de laranja do Brasil e acumula denúncias na Justiça.

 

Quanto vale um deputado?

 

Arnaldo Madeira (PSDB/SP) recebeu, em setembro de 2006, R$ 50.000,00 em doações da empresa. Carlos Henrique Focesi Sampaio, também do PSDB paulista, e Jutahy Magalhães Júnior (PSDB/BA), obtiveram cada um R$ 25.000,00 para suas respectivas campanhas. Nelson Marquezelli (PTB/SP) foi beneficiado com R$ 40.000,00 no mesmo período. Os quatro parlamentares que votaram favoravelmente à CPI integram a lista dos 55 candidatos beneficiados pela empresa em 2006.

 

“O episódio do laranjal entra numa situação de confronto dos ruralistas contra o governo, contra o Incra e contra o MST. É importante ter clareza que o caso, se houvesse acontecido em outra conjuntura, não teria a mesma repercussão como teve após o anúncio da atualização dos índices de produtividade rural”, aponta João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST.

 

“Apesar de o censo do IBGE [Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística] mostrar que os assentamentos são produtivos, os ruralistas não querem discutir modelos agrícolas e colocam uma CPI para alterar o debate. O MST não tem nenhum problema em debater com a sociedade”, completa.

 

A Cutrale possui 30 fazendas em São Paulo e Minas Gerais, totalizando 53.207 hectares. Destas, seis fazendas com 8.011 hectares são classificadas pelo Incra como improdutivas. A área grilada de Iaras nem entra nesta conta.

 

Por conta do monopólio da Cutrale no comércio de suco e da imposição dos preços, agricultores que plantam laranjas foram obrigados a destruir entre 1996 a 2006 cerca de 280 mil hectares de laranjais. A empresa já foi processada por formação de cartel e danos ambientais e seus donos acusados por porte ilegal de armas de fogo.

 

O professor Ariovaldo Umbelino, em artigo publicado no Brasil de Fato, relembra que, numa reportagem de 2003, a insuspeita revista Veja denunciou a empresa Cutrale de ter subsidiária nas ilhas Cayman como forma de aumentar seus lucros, ou quem sabe de evasão fiscal.  E em editorial, o Brasil de Fato, edição 347, sintetiza o comportamento das nossas elites: “Independente das pacatas laranjas e das manipulações da Cutrale/Coca-Cola, detentora de 50 mil hectares distribuídos por mais de 30 fazendas, as duas semanas que se seguiram deram uma demonstração cruel, do vandalismo estrutural e ideológico que domina as mentes e a política da classe dominante”.

 

Click veja aqui a lista de doações para campanhas eleitorais da Cutrale

 

Veja a lista dos parlamentares que votaram a favor da CPMI e a relação de doações da Cutrale

 

PARAÍBA
Efraim Filho (DEM)

Major Fábio (DEM)
Wellington Roberto (PR)

Rômulo Gouveia (PSDB)

Senadores:

Cícero Lucena (PSDB)

Efraim Morais (DEM

Escrito por Sérgio Gomes às 20h57
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FANATISMO RELIGIOSO

Família espera Neide ressuscitar; e corpo é sepultado cheirando mal

irma-neide
A família de Ivaneide Barbosa do Nascimento demorou três dias para enterrar o corpo (foto) dela porque a Irmã Neide, como era conhecida, tinha dito que ia ressuscitar.

Evangélica que dava conselhos espirituais a quem lhe procurasse, Irmã Neide, um pouco antes de morrer, disse à família que tinha obtido uma revelação de Deus segundo a qual ia ressuscitar, como Jesus.

“Vou ser arrebatada e muitos vão pensar que estou morta, mas estou viva”, ela teria dito.

O corpo de Neide foi sepultado na terça (27) cheirando mal.

Eudmarco Medeiro de Farias, 33, amigo da família, disse que não chegou a acreditar que Neide iria se levantar da caixão, mas reconheceu que havia uma “expectativa geral” de que isso ocorresse.

Neide morreu aos 66 anos de idade. Sofria de artrite e artrose, doenças que a mantiveram na cama por 20 anos. Morava em João Pessoa, capital da Paraíba.

O translado do corpo para o cemitério ocorreu em carro aberto do Corpo de Bombeiro, que foi acompanhado por batedores da Polícia Militar. Familiares da Irmã Neide foram transportados por um ônibus pago pelo governo do Estado.

O cemitério Parque das Acácias ficou pequeno para receber tanta gente: evangélicos (na maioria), jornalistas, autoridades e curiosos.

Fernando Rodrigues, do ClickPB, escreveu: “Pastores oravam, irmãs gritavam e os céticos não pareciam tão céticos à espera do milagre [a ressurreição]”.

O pastor Altamir, da Assembleia de Deus, citou trechos da Bíblia que se referem à ressurreição.

Por fim, ele se conformou: “Deus não quis que a Irmã Neide ressuscitasse.”

> Casos de fanatismo religioso.

ACESSE AQUI! TUDO EM 12 VEZES SEM JUROS.

Escrito por Sérgio Gomes às 20h34
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TCE manda ex-prefeito de Curral de Cima devolver R$ 194 mil

                     

  • Despesas sem comprovação realizadas com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Básico – Fundeb – levaram o Tribunal de Contas do Estado (TCE) a imputar débito de R$ 194.412,40 ao ex-prefeito do Município de Curral de Cima, Manoel Ferreira do Nascimento, durante a sessão do Pleno desta quarta-feira (28).
  • O TCE também multou em R$ 2.805,10 o ex-gestor, que teve a prestação de contas do exercício 2007 desaprovada, de acordo com parecer do relator do processo, conselheiro substituto Marcos Antonio da Costa.

    Na mesma sessão, o TCE imputou débito de R$ 60.078,45 ao atual prefeito de Soledade, José Ivanildo Barros Gouveia, seguindo voto do relator, conselheiro substituto Renato Sérgio Santiago Melo. O gestor também foi multado em R$ 2.805,10 e teve a prestação de contas de 2006 rejeitada por gastos excessivos com combustíveis e outras irregularidades.

    Quem também terá que devolver dinheiro aos cofres públicos é o ex-prefeito de Umbuzeiro. Nelson de Souza e Silva teve a prestação de contas de 2006 rejeitada, recebeu uma imputação de R$ 49.196,56 e foi multado em R$ 1,5 mil por descumprimento de dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal, segundo voto do relator, Marcos Antonio da Costa.

    A prestação de contas de 2006 da Câmara Municipal de João Pessoa foi aprovada com ressalvas. A Mesa Diretora foi multada em R$ 2.805,10 por pagamento de ajuda de custo aos vereadores, mas não houve imputação de débito.

    O Voto do relator, Renato Sérgio Santiago Melo, em sentido contrário foi derrotado pela maioria. Apesar da decisão, o TCE não vai mais aceitar a concessão de ajudas de custo a vereadores a partir do exercício de 2007.

    Escrito por Sérgio Gomes às 14h18
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    26/10/2009


    Nenhum cristão diz ao menino da fé que arriscar a vida é errado

    Jerffeson

    Jeferson Aparecido de Amorim (foto), 11, tem, agora, motivos de sobra para achar que o que fez foi certo, embora ele mesmo reconheça que poderia ter morrido.

    O menino se notabilizou por ter saído no dia 16 de sua cidade, em Sales (SP), e viajado clandestinamente por 9 horas em um compartimento perto do eixo traseiro e do tanque de combustível de um ônibus até Aparecida para pagar uma promessa porque os seus pais pararam de brigar.

    O motorista do ônibus falou que foi um milagre o menino não ter sido esmagado pelas rodas do ônibus durante o percurso de 579 km.

    A lavradora Silvia Helena Aparecida da Silva (na foto, em segundo plano), 43, a mãe, ficou orgulhosa do filho devoto de Nossa Senhora da Aparecida. Falou que ela e o marido, o desempregado Gervásio Cassiano de Amorim, 43, nem brigam muito. “Mas Jeferson é sensível e gosta de tudo calmo.”

    O menino tem sido apontado por padres, população, emissoras de tv e jornais como uma demonstração de fé e da importância da paz familiar, como se uma discussão de vez em quando não fizesse parte do relacionamento de um casal.

    A repercussão do caso já resvala no ridículo.

    O jornal Estado de S.Paulo, por exemplo, ressaltou ontem que graças à façanha do menino a beleza das “praias de água doce e areia branca” de Sales obteve “visibilidade”.

    Genivaldo de Brito Chaves, 47, o prefeito da cidade, exagerou um pouco mais. Disse que Sales agora passará a ser conhecida mundialmente pelo seu turismo.

    O jornal informou que na quarta e quinta Jeferson foi a atração principal do apresentador Ratinho, do SBT.

    A produção do programa levou o menino e os seus pais de helicóptero à Basílica de Nossa Senhora Aparecida para uma transmissão ao vivo. Jeferson chorou por ter voltado lá. A mãe falou que as pessoas diziam que o seu filho “era bonitinho”, que “parecia um príncipe”.

    Antes, na quarta, nos corredores da emissora, o jornalista Carlos Nascimento cumprimentou o menino a quem teria dito: “Poucos filhos fazem isso pela família. Espero que seus pais reconheçam”.

    Em resumo: até agora não apareceu nenhum cristão para dizer que a atitude do menino foi temerária e que ele, na verdade, merece uma reprimenda por arriscar a sua vida.

    Escrito por Sérgio Gomes às 17h10
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