OLHO VIVO ! UM OUTRO OLHAR


02/11/2009


PASSADO E PRESENTE.

Vestígios da pré-história são achados no Brejo paraibano

Um cemitério pré-histórico foi encontrado semana passada no município de Pilões, localizado no Brejo paraibano. Ontem, dez pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), referência em estudos nessa área, foram até o local para comprovar a descoberta e começar a estudar a idade das urnas funerárias e utensílios de cerâmica, louça e pedra encontrados. O material foi achado na entrada da cidade, quando funcionários da Chesf realizavam escavações para a construção de uma subestação de energia.

O professor doutor e coordenador do laboratório de Arqueologia da UFPE, Marcos Albuquerque, adiantou que “o achado é algo precioso não só para Pilões e para o Estado da Paraíba, mas também para todo o Brasil”. “A Chesf estava realizando uma obra no local e constatou que ali poderia ter existido um cemitério, na idade pré-histórica. Como determina a lei federal 3.924, que rege o patrimônio arqueológico nacional, eles nos contactaram e paralisaram os trabalhos, imediatamente. Ao chegar no local, nossa equipe de pesquisadores constatou que aquilo realmente se tratava de um verdadeiro tesouro”, disse.
“Iremos realizar uma reunião amanhã (hoje), com os órgãos ligados ao Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, para providenciarmos a escavação total da área. Muito provavelmente serão encontradas novas urnas, e, inclusive, ossadas humanas”, acrescentou.

Ainda de acordo com o pesquisador da UFPE, a partir de um estudo mais detalhado, será revelada a idade das urnas, que à primeira vista, aparentam ter até 10 mil anos.
“Ciência se faz com exatidão. Nesse primeiro momento, poderíamos dizer que os materiais eram de índios tupis-guaranis, que habitaram a região há milhares de anos. Mas ainda é muito cedo para precisarmos a cronologia. O que podemos confirmar é que se trata de um verdadeiro tesouro nacional”.
Depois de ser analisado em laboratórios do Recife, a tendência é de que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) autorize que os materiais coletados sejam expostos em um museu, em Pilões. A prefeitura local já se comprometeu em construir o prédio. (Com informações de Jota Alves).

Fonte: Jornal da Paraíba
(MACHADOS DE PEDRA)
(LOCAL  DE FUTURAS ESCAVAÇÕES.)
(URNA FUNERÁRIA)
(PANELA DE CERÂMICA)
FOTOS DO BLOG DE DAMAZIO.

Escrito por Sérgio Gomes às 12h33
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JORNALISTA DENUNCIOU GOLPE TUCANO NO PRÉ-SAL

Em março de 2000, artigo jornalista Aloysio Biondi tratou da descoberta, à época governicho FHC, dos campos de Marlim e Roncador, exatamente como estão sendo descobertas novas reservas de petróleo no governo LULA:

“O povo brasileiro, com as reservas de petróleo, e mais ainda, com os campos fantásticos descobertos pela Petrobrás, tirou a Mega-Mega Sena. Virou trilionário. Mas não sabe disso. O povo não sabe, o Congresso não sabe. Por isso, o governo FHC prepara-se para nova rodada de leilões destinados a entregar o petróleo brasileiro a multinacionais.

Ou, mesmo, já vem entregando indecentemente o petróleo descoberto peta Petrobrás, que pertence efetivamente a cada cidadão brasileiro, a meia dúzia de empresários nacionais e banqueiros nacionais e estrangeiros. Exemplo? O fantástico campo de Marlim, com sua produção de 400.000 barris/dia, por exemplo, foi “repartido” agora com meia dúzia de sócios que se juntaram em uma empresa de fundo de quintal para... fornecer parte do dinheiro necessário para duplicar a produção.

Essa operação já seria um assalto contra a sociedade brasileira, mesmo que os “sócios” realmente desembolsassem a cifra de 1,5 bilhão de reais para financiar sua parte no projeto de exploração de Marlim. Nem isso existe.

A empresoca de fundo de quintal tem um capital bruto de 200 milhões de reais e foi formada – como narrado em nosso livrinho O Brasil Privatizado – apenas... para tomar 1,2 bilhão de reais emprestados no exterior, que obviamente a própria Petrobrás poderia obter. Um negócio da China, um assalto, uma mina de ouro, capaz de faturar centenas de bilhões de reais, entregue por 200 tostõezinhos fajutos.”

Fonte: blog ninho tucano.

Escrito por Sérgio Gomes às 10h41
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01/11/2009


Coluna de Frei Beto

 

Olimpíadas do social
Adital - O governo acaba de divulgar os dados do Censo Agropecuário. E dar razão ao MST quando reivindica reforma agrária.
Há, no Brasil, 5.175 milhões de propriedades rurais. Ocupam uma área total de 329.9 milhões de hectares. Um hectare equivale a um campo de futebol. Essas propriedades empregam 16.5 milhões de pessoas, e mais 11.8 milhões de trabalhadores informais (bóias-frias, diaristas etc.).

Dos que trabalham no campo, 42% não terminaram o ensino fundamental; 39,1% são analfabetos; apenas 8,4% têm o fundamental completo; 7,3% obtiveram diploma de nível superior; e 2,8% cursaram o técnico agrícola.

Esses dados explicam a baixa qualidade dos trabalhadores rurais, uma vez que o governo não lhes oferece instrução adequada, e a perversa existência de trabalho escravo, favorecido pela situação de miséria de migrantes em busca de sobrevivência.

A concentração de terras em mãos de poucos é 67% superior à da renda no país, cuja desigualdade se destaca entre as maiores do mundo. Essa concentração, agravada pelo agronegócio voltado à exportação de soja, cana e carne de gado, reduz o número de trabalhadores no campo.

Em dez anos, 1,363 milhão de pessoas deixaram de trabalhar na lavoura. Muitas viraram sem-terra. E não foram poucas as que migraram para, nas cidades, engordar o cinturão de favelas e agravar a incidência da mendicância e a violência urbana.

A mesa do brasileiro continua a ser abastecida pela agricultura familiar, que emprega 12 milhões de pessoas (74,4% dos trabalhadores no campo), enquanto o agronegócio contrata apenas 600 mil. Na cesta básica, a agricultura familiar é responsável pela produção de 87% da mandioca e 70% do feijão.
Segundo o Censo, 30% das nossas lavouras utilizam agrotóxico. Porém, apenas 21% recebem orientação regular sobre essa prática. Ou seja, muitos utilizam herbicidas no lugar de inseticidas e, ao aplicar veneno na terra, não cuidam de se proteger da contaminação.

Na mesa do brasileiro, entre verduras folhudas e legumes viçosos, campeia a química que anaboliza os produtos e prejudica a saúde humana. São 713 milhões de litros de veneno injetados, por ano, na lavoura do Brasil. E até hoje o governo resiste à proposta de obrigar a prevenir os consumidores se o produto é ou não transgênico.
A agricultura orgânica ainda é insignificante no Brasil: apenas 1,8%. Mas já envolve mais de 90 mil produtores. A maior parte da produção (60%) se destina à exportação: Japão, EUA, União Européia e mais 30 países.

O Censo revelou ainda que os jovens estão abandonando o campo. Apenas 16,8% dos produtores têm menos de 35 anos de idade, e 37,8% têm 55 ou mais. Houve melhora na qualidade de vida: 68,1% dos estabelecimentos rurais contam com energia elétrica (o programa Luz para Todos funciona) e a irrigação aumentou 39%, favorecendo 42% da área total.

Em dezembro, os chefes de Estado de todo o mundo se reunirão em Copenhague para debater o novo acordo climático, considerando que o Protocolo de Kioto expira em 2012. Segundo dados da ONU, em 2050 - quando haverá aumento de 50% da população do planeta - a escassez de alimentos ameaçará 25 milhões de crianças, pois a produção mundial, devido ao aquecimento global, sofrerá redução de 20%.

Os habitantes dos países pobres terão acesso, em 2050, a 2,41 mil calorias diárias, 286 calorias a menos do que em 2000. Nos países industrializados, a redução será de 250 calorias. Drama que poderá ser evitado se houver investimento de US$ 9 bilhões/ano para aumentar a produtividade agrícola.

Estudo do Instituto Internacional de Pesquisa de Política Alimentar constata que a escassez levará à alta dos preços de alimentos básicos, como trigo, soja e arroz. Este produto, essencial na dieta mundial, poderá ter aumento de até 121%! Hoje, a fome ameaça 1,02 bilhão de pessoas (15% da população mundial).

O Brasil é, hoje, um dos maiores produtores mundiais de alimentos. Nosso rebanho bovino conta com quase 200 milhões de cabeças - responsáveis também pelo aquecimento global -, e a fabricação de etanol elevou a produção de cana-de-açúcar para quase 400 milhões de toneladas/ano.

Apesar dos dados positivos de nossa produção agropecuária, ainda convivemos com a fome (11,9 milhões de brasileiros); a mortalidade infantil (23 em cada 1.000 nascidos vivos); o analfabetismo (15 milhões); e alto índice de criminalidade (40 mil assassinatos/ ano).
Bom seria se a nação também se mobilizasse para as Olimpíadas do Social e, enquanto o Rio reforma seus estádios para 2016, o Brasil promovesse as tão sonhadas, prometidas e adiadas reformas: agrária, política, educacional, sanitária e tributária.

[Autor do livro de contos "Aquário negro" (Agir), entre outros livros.
Copyright 2009 - FREI BETTO - É proibida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. Contato - MHPAL - Agência Literária (mhpal@terra.com.br)]

* Escritor e assessor de movimentos sociais

Escrito por Sérgio Gomes às 11h43
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Iurd apela à Justiça para não ter de devolver anel de ouro à ex-fiel

marionate

O juiz de primeira instância já tinha determinado à Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus) a devolução à ex-fiel Andréia Gomes Montenegro de uma aliança de ouro de casamento e R$ 500 que ela doou em 2007 a pastores durante o evento“Fogueira Santa”.

Mas a Universal não se conformou com a decisão e recorreu, e o caso foi enviado ao Colégio recursal dos Juizados Especiais Cíveis Criminais da 44ª circunscrição judiciária, que fica em Guarulhos (SP). E desta vez a igreja obteve uma sentença favorável.

Andréia tinha decidido recuperar a doação não tanto pelo dinheiro, mas mais pelo valor afetivo da aliança de casamento.

De acordo com os autos, a ex-fiel falou que um pastor lhe disse que, se não desse nada, era sinal de que ela “estaria servindo ao diabo”. Então Andréia deu tudo que tinha com ela naquele momento.

Os advogados da igreja argumentaram que a oferta está prevista na Bíblia sagrada e é adotada por várias igrejas. “É uma prática que remonta a milênios.”

No entendimento da juíza Célia Magali Milani Perini, da instância recursal, não cabe ao Estado, por intermédio da Justiça, julgar se uma igreja explora ou não os fiéis. Para o azar de Andréia e de tantos outros.

> Quem não paga dízimo fica exposto ao Satanás, diz Edir. (fevereiro de 2009)

> Dízimo, a exploração em nome de Jesus.
Fonte: Paulo Lopes.
ACESSE AQUI!

Escrito por Sérgio Gomes às 11h17
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